Empresários propõem pacto em torno de acordo de paz na Colômbia

Bogotá, 10 out (EFE).- Os empresários colombianos propuseram nesta segunda-feira um "grande pacto nacional" e ofereceram sua mediação para facilitar a busca de consensos entre o governo e os críticos do acordo de paz com as Farc, que foi rejeitado por uma estreita margem em um referendo realizado em 2 de outubro.

"Oferecemos nosso trabalho para facilitar, promover e concretizar estes necessários acordos, que hoje são um clamor nacional", afirmou a Associação Nacional de Empresários da Colômbia (ANDI) em comunicado divulgado hoje.

O empresariado se pronunciou depois que o "não" venceu o referendo com 50,21% dos votos, enquanto o "sim" alcançou 49,78%, cenário que deixou na incerteza o fim do conflito de 52 anos na Colômbia e levou ao governo do presidente Juan Manuel Santos a entabular conversas com a oposição.

Nesta segunda-feira, os representantes da opção do "não" que se impôs nas urnas apresentarão suas objeções ao acordo que Santos, e o líder máximo das Farc, Rodrigo Londoño Echeverri, conhecido como "Timochenko", assinaram em 26 de setembro em Cartagena de Indias.

"Fazemos um chamado aos representantes do 'sim', aos representantes do 'não' e aos representantes das Farc para que impere a razão, o interesse nacional, o trabalho responsável e comprometido, depondo interesses particulares, dedicando seus máximos esforços à busca pronta e decidida de um acordo definitivo, inclusiva e sustentável dentro do marco de um Grande Pacto Nacional que conduza à unidade da nação", indicaram.

Além disso, os empresários reconheceram "positivamente" os encontros entre os representantes do 'sim' e do 'não', "da mesma forma que a vontade expressada pelas partes de antecipar um trabalho conjunto na busca de uma paz inclusiva, estável e duradoura".

"Trata-se sem dúvida de um ato construtivo e responsável que deve ser exaltado e acompanhado por toda a sociedade", acrescentaram.

Os empresários apontaram que "após um doloroso e dilatado conflito armado, o país se encontra em um momento único em sua história, que deve ser aproveitado pela sociedade para concretizar um acordo de paz em forma expedita".

"É responsabilidade desta geração fazer todos os esforços neste sentido", disseram os empresários, que veem com "grande esperança a vontade" demonstrada pelas partes por conseguir um acordo com amplo apoio que materialize esse anelo.

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