Haiti retoma aulas após passagem de furacão Matthew

Porto Príncipe, 10 out (EFE).- O Haiti retomou nesta segunda-feira as aulas nas escolas após a passagem do potente furacão Matthew, exceto nas zonas mais afetadas, algumas das quais seguem incomunicáveis.

Em uma nota, o Ministério da Educação lembrou que cerca de 300 escolas foram afetadas parcialmente ou totalmente pelo fenômeno, cujo olho tocou terra na terça-feira no oeste do país.

Para as zonas afetadas pelo furacão, o governo prepara o lançamento dos projetos de reabilitação da infraestrutura da escola para facilitar o reatamento das aulas no menor tempo possível, acrescentou o comunicado.

Dita pasta recomendou aos diretores de escolas e professores organizarem, durante esta semana, atividades educativas sobre furacões e seu impacto na sociedade haitiana, e promover a necessária solidariedade entre os cidadãos.

Os últimos números provisórios divulgados hoje pela Defesa Civil revelam que Matthew deixou 372 mortos, 4 desaparecidos, 246 feridos e 175 mil pessoas deslocadas em 224 refúgios.

No entanto, fontes de organismos de socorro e autoridades locais asseguravam na sexta-feira que as vítimas mortais ultrapassam os 800.

O Haiti vive hoje o segundo dia de luto nacional pelas vítimas do furacão Matthew, que causou devastadores danos ainda em avaliação porque muitas das zonas mais afetadas seguem incomunicáveis, enquanto se inicia a repartição da ajuda.

O furacão obrigou as autoridades eleitorais a adiarem o pleito geral previsto para ontem, 9 de outubro.

O Conselho Eleitoral Provisório (CEP) deve se reunir nas próximas horas para definir a nova data do pleito.

A prioridade das autoridades é chegar até as localidades mais atingidas e dar resposta aos milhares de afetados da catástrofe para evitar um eventual surto de cólera, epidemia que afetou o país após o terremoto de 2010, e que se agrave a crise humanitária.

Desde outubro de 2010, o Haiti reportou mais de 790 mil casos de cólera com mais de 9,3 mil mortes, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPS), que garantiu que em seu ponto máximo, em 2011, os casos de cólera foram chegando a uma média de 6.766 semanais.

De acordo com o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), 1,4 milhões de pessoas necessitam ajuda de emergência no Haiti, o país mais pobre da América e muito vulnerável aos desastres naturais.

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