Procuradoria do Peru inclui Humala em investigação de lavagem de dinheiro

Lima, 10 out (EFE).- O procurador Germán Juárez incluiu nesta segunda-feira o ex-presidente do Peru, Ollanta Humala (2011-2016), na investigação preliminar por suposta lavagem de ativos aberta contra sua esposa Nadine Heredia por suposta má gestão de fundos do Partido Nacionalista em 2006 e 2011.

A Segunda Procuradoria Supraprovincial Corporativa Especializada em Lavagem de Ativos, a cargo de Juárez, ordenou ainda a suspensão do sigilo bancário, tributário e da bolsa do ex-presidente de 2009 até o momento nas contas que possui no Peru e no exterior, segundo informou o Ministério Público em comunicado.

A procuradoria pedirá ao Juizado de Investigação Preparatória a medida coercitiva de comparecimento com restrições contra Ollanta Humala, que assumiu a presidência do Partido Nacionalista, a cargo de sua esposa durante seu período governamental, após deixar a presidência do Peru no último dia 28 de julho.

Por outro lado, o procurador Juárez desprezou a denúncia contra Humala pela suposta recepção de doações da mineração ilegal e de fundos públicos do governo da Venezuela para financiar suas campanhas de 2006 e 2011, segundo denúncias e testemunhos publicados pela imprensa.

No último dia 28 de setembro, o advogado de Humala, Julio César Espinoza, disse que o ex-presidente não invocará a prerrogativa do ante-julgamento na denúncia por supostas irregularidades nas doações ao Partido Nacionalista.

Sua esposa Nadine Heredia e vários integrantes de sua família e próximos estão sendo investigados pelo suposto crime de lavagem de ativos, em vista dos indícios encontrados pelo procurador que incluem agendas da ex-primeira-dama com anotações do manejo de fundos durante as campanhas eleitorais de 2006 e 2011.

Humala declarou este ano que ele era o encarregado do manejo de fundos no partido e que sua esposa era a responsável das relações internacionais, ao tentar assumir a responsabilidade das acusações que remontam aos anos prévios a sua chegada ao governo.

Na opinião de seu advogado, o procurador deveria arquivar a denúncia "por carência de sustento", dado que, em sua opinião, se baseia exclusivamente em relatos jornalísticos que revelaram os supostos fundos irregulares em 2014.

Além disso, o ex-presidente foi convocado para responder perante a procuradoria no próximo dia 9 de novembro por outra denúncia relacionada à concessão do gasoduto do sul, que foi entregue em 2014 às empresas Odebrecht, do Brasil, e Enagás, da Espanha.

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