Líderes colombianos ficam satisfeitos com início de diálogos de paz com ELN

Bogotá, 10 out (EFE).- Líderes de distintas tendências políticas expressaram nesta segunda-feira sua satisfação pelo anúncio da fase pública de negociações de paz com a guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN), que começará no próximo dia 27, em Quito (Equador).

Depois que os chefes negociadores do governo da Colômbia e o ELN, Mauricio Rodríguez e Pablo Beltrán, dado a conhecer em Caracas o começo das negociações, líderes colombianos manifestaram seu apoio ao processo que terá início depois da assinatura do acordo de paz com as Farc.

"Realizo o anúncio do começo das negociações com o ELN aqui em Quito, no Equador, como uma ratificação que a paz continua", escreveu o ex-presidente colombiano e secretário-geral da Unasul, Ernesto Samper Pizano, em sua conta no Twitter.

O Partido Liberal saudou o anúncio da instalação de uma mesa de conversas com a segunda maior guerrilha do país depois das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), grupo com o qual o governo assinou um acordo de paz no dia 26 de setembro.

"Os liberais da Colômbia estão ansiosos para que esse diálogo político para a paz alcance satisfatórios acordos, que gerem aos moradores do país os mais elevados níveis de entendimento e convivência", afirmou o partido em um comunicado.

Além disso, eles convidaram sua militância e os democratas colombianos "para que oferecer apoio e solidariedade ao processo que começa a atingir as metas de justiça, compreensão, igualdade e liberdade".

Horas antes, o senador do Partido Social de Unidade Nacional, Armando Benedetti, afirmou no Twitter que não se "pode iniciar fase pública dos diálogos com o ELN até que não libertem todos os reféns, entre eles Odin Sanchez".

No final de março, o ELN e o governo colombiano tinham anunciado em Caracas o início de uma fase pública de negociações de paz, cuja abertura foi condicionada pelo Executivo a solução de algumas "questões humanitárias", como o fim dos sequestros.

O ELN tem em seu poder um número desconhecido de pessoas, entre eles o ex-congressista Odin Sanchez, que no mês de abril, trocou de lugar com seu irmão Patrocinio, ex-governador do departamento (estado) de Chocó, que ficou quase três anos nas mãos da guerrilha e tinha graves problemas de saúde.

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