Trump dispara contra Paul Ryan e chama líder de "frágil e incompetente"

Washington, 11 out (EFE).- O candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, tachou nesta terça-feira de "fraco e incompetente" o presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, o também republicano Paul Ryan, que anunciou que não defenderá mais o magnata e nem fará campanha com ele para as eleições de 8 de novembro.

Como é habitual, Trump usou sua conta no Twitter para atacar Ryan, que na segunda-feira comunicou sua recusa a seguir fazendo campanha a favor do magnata durante uma ligação telefônica com vários congressistas republicanos.

Segundo afirmou Trump em seu Twitter, nessa chamada os companheiros conservadores de Ryan "ficaram loucos" por "sua deslealdade".

Em outro tweet anterior, o candidato presidencial republicano se queixa de que, "apesar de ganhar por goleada" o segundo debate televisionado com sua rival democrata, Hillary Clinton, "é difícil fazer isso bem quando Paul Ryan e outros dão zero apoio".

A chamada de Ryan com seus colegas republicanos aconteceu depois que na sexta-feira foi revelado um vídeo de Trump de 2005 e no qual o magnata faz comentários soezes e vulgares sobre assédio sexual contra mulheres.

O presidente da Câmara dos Representantes tinha previsto realizar seu primeiro ato de campanha em companhia de Trump no sábado em Wisconsin, seu estado, mas após a revelação da citada gravação retirou o convite ao multimilionário.

No entanto, apesar de se negar a fazer campanha por ele, Ryan não disse que irá retirar seu apoio oficial a Trump, algo que muitos republicanos do Congresso fizeram durante o fim de semana em resposta ao polêmico vídeo.

Trump foi mais longe hoje em seus tweets desafiantes sobre Ryan, mas ontem já disse que o presidente da câmara Baixa "deveria passar mais tempo dedicado a equilibrar o orçamento, criar empregos e à imigração ilegal, ao invés de desperdiçá-lo lutando contra o candidato republicano".

Jason Miller, o principal assessor de comunicação de Trump, garantiu em outro tweet que a chamada de Ryan com congressistas "não muda nada", porque a campanha do magnata "sempre esteve impulsionada por um movimento de eleitores de base, não por Washington" e sua elite política.

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