Assessor de Hillary vincula campanha de Trump com vazamento de e-mails

Washington, 12 out (EFE).- John Podesta, chefe de campanha da candidata democrata à presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, culpou a Rússia pela invasão de sua conta particular de e-mail e acredita que a equipe do candidato republicano, Donald Trump, poderia ter tido conhecimento prévio do vazamento.

Em declarações aos jornalistas no avião de campanha de Hillary, Podesta explicou na noite de terça-feira que o FBI está investigando a "invasão criminosa" de seu servidor de e-mail, dentro de uma investigação mais ampla sobre ciberataques cometidos pela Rússia.

"A interferência da Rússia nesta eleição e, aparentemente em nome de Trump, é, acredito eu, de máxima preocupação para todos os americanos, não importa se são democratas, independentes ou republicanos", advertiu Podesta.

Em seguida, o assessor de Hillary afirmou que é "razoável" crer que Roger Stone, amigo de Trump e ex-assessor de sua campanha, soubesse com antecedência que a organização "Wikileaks" estava prestes a divulgar seus e-mails particulares.

Podesta lembrou que o próprio Stone afirmou que teve contato com o fundador do "Wikileaks", o ativista australiano Julian Assange.

"Portanto, acredito que é uma suposição razoável, ou pelo menos uma conclusão razoável, que o senhor Stone foi alertado, que a campanha de Trump sabia de antemão o que Assange estava prestes a fazer", insistiu o alto assessor de Hillary.

No entanto, Podesta não confirmou a autenticidade dos e-mails que o "Wikileaks" começou a publicar na última sexta-feira e que contêm, entre outros assuntos, as transcrições dos discursos pagos que Hillary fez desde que deixou de ser secretária de Estado em 2013, até o início de sua campanha presidencial no ano passado.

Na semana passada, o governo americano acusou oficialmente a Rússia de efetuar ataques cibernéticos para interferir nas eleições presidenciais de 8 de novembro e que facilitaram, entre outras coisas, o vazamento de 20 mil e-mails do Comitê Nacional Democrata (DNC, sigla em inglês) por parte do "Wikileaks".

O governo dos EUA acredita que "só os funcionários do mais alto escalão do governo russo poderiam ter autorizado" os ciberataques, segundo indicaram em comunicado o Departamento de Segurança Nacional e o Escritório do Diretor de Inteligência Nacional, James Clapper.

Hillary já havia acusado a Rússia em julho do ciberataque cometido contra o DNC, que revelou estratégias desse comitê para enfraquecer o senador Bernie Sanders, que disputou com a ex-secretária de Estado a candidatura presidencial do partido.

Segundo a Casa Branca, o presidente dos EUA, Barack Obama, está considerando uma "resposta proporcional" para o envolvimento russo nos ataques cibernéticos, acusações que foram rechaçadas pelas autoridades em Moscou.

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