Diretores de hospitais do leste de Aleppo pedem retirada de feridos

Beirute, 12 out (EFE).- Os diretores de oito hospitais do leste da cidade síria de Aleppo, incluindo um destruído pelos bombardeios, pediram nesta quarta-feira a retirada dos doentes e feridos da cidade, e o fim dos ataques aéreos.

Em comunicado, eles afirmam que há um mês os bairros da zona leste da cidade, cercados pelo Exército e controlados pelos opositores, enfrentam "uma agressão sem precedentes por parte da Força Aérea russa e a síria". Além disso, os militares usaram todo tipo de armamento contra esta parte da cidade, como projéteis anti-bunkers e barris de explosivos, e que, pelo menos em uma ocasião, foi registrado o uso do extremamente tóxico gás cloro no bairro de Al Zabdie.

Segundo eles, nesse período, pelo menos, 300 pessoas morreram e mais de 1.000 ficaram feridas nos ataques, enquanto a maioria dos hospitais foi bombardeada, principalmente o M10, que ficou fora de serviço.

Por conta das condições atuais, os diretores pediram que os pacientes sejam levados para fora da cidade para que recebam tratamento na Turquia e se mostraram dispostos a aceitar qualquer iniciativa que possa "salvar os feridos".

"No entanto, o nosso maior pedido é que parem os bombardeios indiscriminados e contra os hospitais, e que sejam fornecidos os mecanismos úteis para proteger aos civis", acrescentam.

Eles exigiram a criação de um corredor humanitário seguro para a saída dos doentes e a entrada de ajuda, como remédios, comida e leite para os bebês, e destacaram que estão prontos para cumprir com os requisitos pedidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) para atender a seus pedidos.

Desde 22 de setembro, Aleppo é alvo de uma ofensiva das Forças Armadas sírias, que contam com o apoio da aviação da Rússia.

Há uma semana, o Exército sírio anunciou que diminuiria sua operação militar com uma redução dos bombardeios e disparos de artilharia, mas os ataques aéreos se intensificaram desde ontem e deixaram dezenas de pessoas feridas.

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