Hollande conversa com Putin e Merkel para preparar cúpula sobre a Ucrânia

Paris, 12 out (EFE).- O presidente da França, François Hollande, conversou por telefone nesta quarta-feira com o líder russo, Vladimir Putin, e com a chanceler alemã, Angela Merkel, para preparar uma cúpula sobre a crise da Ucrânia um dia após o governante da Rússia ter adiado uma visita a Paris pelas tensões sobre a guerra em Síria.

O governo francês indicou em comunicado que os três líderes "trabalharam juntos para reunir as condições de uma cúpula" no chamado "formato de Normandia" (França, Alemanha, Rússia e Ucrânia) que deve ocorrer "muito em breve" em Berlim, embora ainda não tenha uma data definida.

Hollande, Merkel e Putin concordaram com a necessidade de que essa cúpula seja "construtiva e útil na perspectiva de uma resolução da crise no leste da Ucrânia".

O Palácio do Eliseu enfatizou que os parâmetros para solucionar o conflito "são conhecidos" e passam por "um cessar-fogo durável", pela aceleração da retirada dos combatentes e pelo acesso sem obstáculos da missão de observação da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE).

Hollande e Merkel devem falar na quinta-feira com o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, para finalizar detalhes sobre a cúpula na capital alemã, que deve ser realizada, em princípio, na próxima semana.

Fontes próximas ao chefe de Estado francês informaram que Hollande aproveitou a conversa para lembrar sua posição sobre a Síria, e em particular a "urgência absoluta" de se estabelecer um cessar-fogo e o acesso humanitário à população civil, postura que foi apoiada pela chanceler alemã.

A conversa telefônica desta quarta-feira aconteceu um dia após o presidente russo anunciar o adiamento de uma viagem que tinha previsto fazer a Paris antes dessa cúpula sobre a Ucrânia, em razão dos atritos com Hollande sobre o conflito na Síria.

Hollande tinha advertido que, se recebesse Putin em Paris, não seria como o líder russo pretendia - para inaugurar uma catedral ortodoxa russa na capital francesa -, mas sim para discutir a situação na cidade síria de Aleppo, de cujos bombardeios Paris responsabiliza Moscou pelo apoio ao regime de Bashar al Assad.

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, afirmou nesta quarta-feira que seu país tem a intenção de continuar conversando com a Rússia, mas insistiu que o objetivo do diálogo será conseguir um cessar-fogo em Aleppo.

"A Rússia optou pela obstrução e esta atitude, para nós, é injustificável", ressaltou Valls em referência ao apoio russo ao regime sírio, durante a sessão de controle do governo na Assembleia Nacional (câmara baixa).

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