Itália, Alemanha e França condenam a violência na Síria

Roma, 12 out (EFE).- Os ministros das Relações Exteriores da Itália, Paolo Gentiloni, da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, e da França, Jean-Marc Ayrault, criticaram nesta quarta-feira, em Roma, a violência dos confrontos na Síria, além de debaterem sobre a necessidade de ajudar no processo de estabilização da África como uma forma de combater a crise migratória da Europa.

Os chanceleres também dialogaram sobre como relançar o projeto europeu após a saída do Reino Unido da União Europeia (UE) e as vantagens da criação de um sistema de defesa comum do bloco que, sem entrar em conflito com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), serviria para cooperar em diversas partes do mundo.

A nova aliança foi defendida em entrevista coletiva posterior ao encontro por Steinmeier, que afirmou que os países-membros da UE estão superando a opinião equivocada de que um reforço defensivo europeu teria provocado um enfraquecimento da Otan.

Para o chanceler alemão, está se generalizando a ideia de que tal sistema de defesa europeu serviria para "complementar a Otan sem entrar em conflito com ela. "Poderia ser útil, por exemplo, para ajudar na estabilização de países de onde hoje vêm a maioria dos imigrantes que estão na Europa", explicou.

Já o ministro das Relações Exteriores da França citou a situação de crise e de violência vivida na Síria, que classificou de "dramática", e criticou o apoio da Rússia ao regime do presidente do país, Bashar al Assad.

Para Ayrault, é preciso que a comunidade internacional favoreça as condições para estabelecer um cessar-fogo e pôr fim aos bombardeios que estão provocando um "massacre" na Síria.

O chanceler francês condenou a atuação da Rússia no conflito, mas negou que a UE tenha como prioridade estabelecer um novo ciclo de sanções ao Kremlin. O objetivo principal é interromper os bombardeios em Aleppo e permitir a entrada de ajuda humanitária.

O terceiro tema que os três países abordaram foi a questão da imigração e do drama dos refugiados. Neste sentido, o ministro das Relações Exteriores da Itália foi contundente ao solicitar que os demais países da UE assumam suas responsabilidades.

Segundo Gentiloni, os três chanceleres entraram em acordo sobre considerar essencial o esforço na África e trabalhar de forma conjunta para desbloquear os recursos financeiros que permitam conter o intenso fluxo de imigrantes em direção ao litoral europeu.

A reunião de hoje foi uma iniciativa da Itália para tratar com França e Alemanha sobre os maiores desafios enfrentados pela Europa, já antecipando os assuntos que serão abordados na cúpula da UE de 2017, em Malta.

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