Rússia considera "ridículas" acusações dos EUA de interferência nas eleições

Washington, 12 out (EFE).- O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, considerou nesta quarta-feira como "ridículas" as acusações dos Estados Unidos de que seu país vem realizando ataques cibernéticos para interferir nas eleições presidenciais americanas de 8 de novembro.

"É lisonjeador, certamente, receber este tipo de atenção para um poder regional, como o presidente (Barack) Obama nos chamou há algum tempo, mas não há nenhum fato que sustente essas alegações", disse o chefe da diplomacia russa em entrevista exibida hoje pela emissora americana "CNN".

"Não vimos um único fato, uma única prova, e também nem uma única resposta à proposta que o procurador-geral russo fez há quase um ano ao Departamento de Justiça (dos EUA) para iniciar consultas profissionais sobre crimes cibernéticos", acrescentou Lavrov.

Na última sexta-feira, o governo de Obama acusou oficialmente a Rússia de realizar ataques cibernéticos contra pessoas e instituições americanas que, entre outras coisas, facilitaram a publicação de 20 mil e-mails do Comitê Nacional Democrata (DNC, sigla em inglês) por parte do site "Wikileaks".

Na entrevista à "CNN", a jornalista Christiane Amanpour comentou que a Rússia negou essa acusação e Lavrov a interrompeu dizendo: "Não negamos, eles não provaram".

Ao ser perguntado pela "resposta proporcional" que Obama está considerando diante desses ciberataques, o diplomata russo preferiu não se aprofundar no assunto. "Não vale a pena especular, se eles (EUA) decidirem fazer algo, que façam", disse o ministro.

John Podesta, chefe de campanha da candidata democrata à presidência dos EUA, Hillary Clinton, culpou a Rússia pela invasão de sua conta particular de e-mail e acredita que a equipe do candidato presidencial republicano, Donald Trump, poderia ter tido conhecimento desta ação antes do vazamento.

Em declarações aos jornalistas no avião de campanha de Hillary, Podesta explicou ontem à noite que o FBI está investigando a "invasão criminosa" de seu e-mail, dentro de uma pesquisa mais ampla sobre ciberataques cometidos pela Rússia.

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