Rússia nega bombardeio a comboio humanitário e denuncia "histeria russofobia"

Moscou, 12 out (EFE).- O Ministério da Defesa da Rússia negou nesta quarta-feira que aviões russos tivessem bombardeado, no dia 19 de setembro, o comboio humanitário perto da cidade de Aleppo, na Síria, e qualificou de "histeria russofobia" as acusações nesse sentido.

"Não havia aviões russos na região onde se encontrava o comboio humanitário. Isto é um fato", disse o porta-voz de Defesa, Igor Konashenkov, em resposta ao ministro das Relações Exteriores britânico, Boris Johnson, que alertou ontem a Rússia, dizendo que corre o risco de se tornar uma "nação pária" por seu papel na Síria.

Ele acrescentou que as acusações feitas por Johnson "são partes da histeria russofobia, que, periodicamente, possuem alguns representantes da classe política britânica".

Segundo Konashenkov, o chefe da diplomacia britânica tenta acusar os russos "depois de assistir fotografias captadas por satélites".

"Senhor Johnson, mais alguém poderia ver essas fotografias?", questionou o porta-voz de Defesa, ressaltando que as "supostas provas" que se refere o ministro britânico "não valem um centavo".

Doze pessoas, entre incluindo quatro crianças, morreram ontem por causa dos bombardeios de aviões russos em distintas partes da cidade de Aleppo, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Os bombardeios em Aleppo se intensificaram desde o dia 19 de setembro, o presidente sírio, Bashar al Assad declarou inválida a trégua estipulada previamente pelos Estados Unidos e Rússia.

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