Trump diz que esperava que presidente da Câmara o parabenizasse por debate

Miami (EUA), 12 out (EFE).- O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira, na Flórida, que esperava receber parabéns por sua atuação no debate do último domingo do presidente da Câmara dos Representantes, Paul Ryan, um dos principais nomes de seu partido.

Em um evento de campanha realizado em Ocala, no centro da Flórida, o empresário fez críticas a companheiros do Partido Republicano, à Justiça dos EUA, à "imprensa desonesta" e, claro, à rival na disputa pela presidência, Hillary Clinton. No entanto, Trump disse que esperava mais de Ryan.

"Teria sido bom que Ryan me ligasse e dissesse parabéns depois do debate", afirmou Trump, após enumerar denúncias de corrupção contra o 'establishment', no qual incluiu democratas, republicanos e a própria imprensa.

"Os veículos de imprensa não podem noticiar sobre o 'establishment' porque elas são o 'establishment'", afirmou Trump.

Desde a última sexta-feira, o candidato enfrenta uma tempestade política após a divulgação de um vídeo no qual descreve como abusa das mulheres a partir de sua posição de poder. A gravação fez com que vários membros do Partido Republicano deixassem de apoiá-lo nas eleições presidenciais, entre eles Ryan.

Grande parte do discurso de Trump hoje foi sobre os e-mails da campanha de Hillary que estão sendo revelados pelo Wikileaks e sobre o promotor especial que ele designaria para investigar a candidata, ação que antecipou no domingo que tomaria caso seja eleito.

O Wikileaks divulgou 20 mil e-mails do Comitê Nacional Democrata (DNC), cuja autenticidade não foi confirmada pelo partido. As mensagens contêm, entre outros assuntos, as transcrições dos discursos pagos feitos por Hillary desde que deixou o cargo de secretária de Estado em 2013 até o início da campanha presidencial.

Trump, que fará ainda na tarde de hoje um comício no aeroporto regional de Lakeland, também na Flórida, está sendo esperado por um grupo de mulheres que pretendem protestar contra o "tratamento abusivo" dado pelo candidato ao gênero feminino.

Uma pesquisa divulgada ontem e realizada em parceria pela emissora "NBC" e o "The Wall Street Journal" aponta vitória de Hillary sobre Trump na Flórida por 45% a 42%.

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