Chile autoriza pela primeira vez uso de remédio fabricado à base de maconha

Santiago do Chile, 13 out (EFE).- O Instituto de Saúde Pública (ISP) do Chile aprovou pela primeira vez o registro sanitário de um remédio fabricado a partir de cannabis, que deste modo poderá ser comercializado e utilizado no país, informaram nesta quinta-feira fontes oficiais.

Trata-se do Sativex, um remédio fabricado pela GW Pharma, Kent Science Park do Reino Unido e que já foi lançado neste país, além de Alemanha, Espanha e Colômbia, entre outras nações, explicou o diretor do ISP, Álex Figueroa.

"É um remédio para o tratamento dos sintomas em pacientes adultos com espasticidade moderada ou grave devido à esclerose múltipla, que não responderam de forma adequada a outros remédios", explicou o diretor do ISP, Álex Figueroa, ao jornal "La Tercera".

O remédio é fabricado como uma solução para nebulização bucal com base em extratos padronizados de folhas e flores de Cannabis Sativa L, e sua venda depende de uma receita médica com controle de existência.

A aprovação aconteceu enquanto a Câmara dos Deputados debatia um projeto de lei que despenalizava o auto-cultivo e uso medicinal da maconha, enquanto são autorizados alguns cultivos legais da planta e são realizados estudos clínicos e fabricação de remédios na nação.

Em setembro, a Fundação Daya, que lidera essas gestões, obteve a aprovação do protocolo para realizar o primeiro estudo clínico no país para fabricar um remédio à base de maconha.

O fármaco será elaborado pelo Knop Laboratório, em apoio à pesquisa da fundação e à Prefeitura santiaguina da Flórida, na qual desde 2015 colhe cannabis para tratamentos oncológicos.

O estudo procura avaliar a eficácia do fármaco nos tratamentos para diminuir a dor de pessoas com câncer, disse Rodolfo Carter, prefeito de Flórida, que acrescentou que espera começar sua aplicação a cerca de 200 pacientes em novembro.

No entanto, Ana María Gazmuri, presidente da Fundação Daya, anunciou que em breve serão realizados outros três estudos clínicos, um para pacientes com epilepsia refratária, outro para pacientes de dor crônica não oncológica e um terceiro para pacientes oncológicos. EFE

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