Estado-Maior da Rússia nega bombardeios contra alvos civis em Aleppo

Moscou, 13 out (EFE).- O Estado-Maior do exército da Rússia negou nesta quinta-feira as acusações de que seus aviões estejam bombardeando alvos civis e áreas residenciais em Aleppo, a segunda cidade mais importante da Síria.

"Quero destacar que a aviação russa efetua ataques precisos contra alvos escolhidos previamente, fora das margens da cidade de Aleppo e das áreas residenciais", disse o general Sergei Rudskoi em comunicado.

Em resposta às denúncias de que os últimos bombardeios da Rússia causaram a morte de centenas de civis em Aleppo, o militar russo rebateu ao dizer que seu exército não ataca "festas de casamento, nem funerais".

Rudskoi denunciou a existência de uma "campanha informativa" contra a força aérea russa na qual são reportados "bombardeios indiscriminados contra alvos civis e bairros residenciais de Aleppo".

No entanto, segundo o general, eles apresentam alegações "mas nenhum fato, nenhuma prova". "É uma pena que a coalizão liderada pelos Estados Unidos não tenha combatido de maneira tão ativa os terroristas na Síria e no Iraque durante os últimos dois anos", acrescentou Rudskoi.

O general ressaltou que o exército russo descartou como alvos de sua aviação de combate posições que estão perto de escolas, hospitais, mercados, mesquitas e edifícios que possam acolher população civil.

"Todos os dados sobre alvos do Estado Islâmico, da Frente al Nusra e de outros grupos terroristas são comprovados de maneira pormenorizada (...) o que exclui os ataques contra alvos civis", ressaltou o militar.

O uso de aeronaves não tripuladas, de equipamentos radiotécnicos, radares e, em particular, dos modernos bombardeiros Su-24M e dos sistemas de reconhecimento "Strelets" (Sagitário) "garantem praticamente uma efetividade de 100%" nos ataques.

Rudskoi ressaltou que a ordem para atacar um determinado alvo inimigo só é dada depois da confirmação de agentes no terreno de que não existe perigo para a população civil e que, para isso, contam com a ajuda do exército sírio e das milícias populares.

Além disso, o general criticou os países ocidentais por evitarem mencionar o fato de que os civis em Aleppo estão sendo utilizados como "escudos humanos" pelos terroristas para proteger seus pontos de comando, depósitos e outras instalações na parte baixa dos edifícios.

"Os terroristas bloqueiam o fornecimento de ajuda humanitária para a população civil. Os corredores humanitários para a saída da população civil estão cheios de minas", destacou Rudskoi.

A Defesa Civil Síria, um grupo voluntário de ativistas que realiza trabalhos de resgate nas áreas controladas pelos rebeldes, elevou hoje para 122 o número de mortos nos últimos dois dias pelos bombardeios contra os bairros da metade oriental de Aleppo.

Em dois comunicados, os também conhecidos como 'capacetes brancos', indicaram que pelo menos 81 pessoas morreram ontem, enquanto outras 41 perderam suas vidas na terça-feira.

De acordo com o último balanço divulgado pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), pelo menos 70 pessoas morreram nos dois últimos dias em Aleppo pelos bombardeios de aviões russos e sírios e por disparos de foguetes de grupos rebeldes e islâmicos.

O presidente Vladimir Putin acusou ontem os países do Ocidente de culparem a Rússia de "todos os pecados mortais e crimes" do mundo depois que os EUA e várias chancelarias ocidentais denunciaram que Moscou e Damasco estão cometendo crimes de guerra em Aleppo.

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