Justiça adia depoimento de Cristina Kirchner sobre irregularidades em obras

Buenos Aires, 13 out (EFE).- A Justiça da Argentina resolveu nesta quinta-feira adiar o depoimento da ex-presidente do país Cristina Kirchner (2007-2015), marcado para o próximo dia 20, em um caso que investiga irregularidades na concessão de obras públicas.

Fontes citadas pela agência estatal "Telám" afirmaram que a decisão foi tomada pelo juiz responsável pelo caso, Julián Ercolini, a partir de um pedido da defesa da ex-presidente.

Cristina tinha sido convocada a depor na próxima quinta-feira, mas seu advogado, Carlos Beraldi, pediu um adiamento porque, entre outras razões, a ex-presidente também prestará depoimento um dia antes, na cidade de Río Gallegos, no processo que investiga a morte de Carlos Menem Júnior, filho do ex-presidente Carlos Menem.

Além disso, o advogado alegou no pedido o iminente nascimento da neta da ex-presidente e filha de Máximo Kirchner.

O juiz intimou 16 pessoas a prestar depoimento além de Cristina. Entre elas estão ex-membros do governo, como Julio de Vido, ex-ministro de Planejamento Federal, e José López, ex-secretário de Obras Públicas. Outro convocado foi o empresário Lázaro Báez.

Ercolini investiga o favorecimento em licitações de obras públicas dentro de um esquema que beneficiava o grupo Austral, de propriedade de Báez - atualmente preso por lavagem de dinheiro.

Os promotores Gerardo Pollicita e Ignacio Mahiques pediram que Cristina fosse intimada a depor pelos crimes de "administração infiel" e "negociações incompatíveis com a função pública".

O Ministério Público Fiscal viu indícios da existência de um plano para realizar obras públicas milionárias na província de Santa Cruz, no sul do país, beneficiando Báez, que tinha uma relação próxima com o ex-presidente falecido Néstor Kirchner (2003-2007).

O caso, aberto em 2008 por uma denúncia feita na época pela deputada governista Elisa Carrió, busca determinar se entre 2003 e 2015 os acusados integraram uma "organização criminosa idealizada para se beneficiar de forma ilegítima do dinheiro público com consequente e grave detrimento dos cofres do governo".

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