Mulher diz ter sido "acariciada" por Trump em 2003 na Flórida

Miami, 12 out (EFE).- Uma mulher da Flórida denunciou nesta quarta-feira, a um jornal local, que o candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, a "acariciou" no ano de 2003, no final de um concerto no hotel Mar-a-Lago, situado em Palm Beach, e propriedade do magnata imobiliário.

Segundo denunciou Mindy McGillivray ao jornal "Palm Beach Post", o fato ocorreu após um recital feito por Ray Charles nesse hotel, onde tinha ido outras seis vezes trabalhando para o fotógrafo da propriedade, Ken Davidoff.

De acordo com o relato da mulher de 36 anos, em um dado momento, estava de pé nos bastidores ao lado do fotógrafo observando o intérprete e a sua direita estava Donald Trump, juntamente com sua então noiva, Melania, quando de repente sentiu ter sido agarrada e depois um "empurrão".

"De repente senti um toque, um pequeno empurrão. Achei que era a bolsa da câmera de Ken, foi meu primeiro instinto. Eu me viro e vejo Donald. Ele desvia o olhar rapidamente. E eu rapidamente volto a olhar em direção a Ray Charles e fico atordoada", relatou a mulher, que contou imediatamente o fato ao fotógrafo.

"Foi muito perto do centro das minhas nádegas. Me assustei e pulei", afirmou.

Mindy disse ao jornal que há dois anos teve outro encontro com Trump no mesmo hotel, quando voltou a exercer a função de assistente de Davidoff na festa de véspera de Ano Novo e o magnata a abordou saindo do banheiro e fez um comentário sobre o tempo.

"Ele tinha em tom cortês, estava flertando totalmente", disse a mulher.

Segundo ela explica ao jornal, após o incidente de 2003, nunca mais tinha encontrado com o magnata e o incidente se transformou em um comentário periódico entre sua família e amigos, e em algumas ocasiões até brincava sobre isso.

Mindy McGillivray afirmou que nunca fez uma denúncia para as autoridades policiais por causa deste incidente, mas que após o segundo debate presidencial, realizado no último domingo, especialmente depois que Donald Trump negou ter acariciado mulheres, ela decidiu compartilhar sua história com o jornal local.

De acordo com o jornal, Mindy foi detida em duas ocasiões e possui várias infrações de trânsito.

A denúncia de Mindy McGillivray ocorre pouco depois que outras duas mulheres revelassem ao "The New York Times" que o candidato republicano abusou delas sexualmente, uma em um avião, há três décadas, e a última, em 2005, dentro de um elevador.

Jessica Leeds, atualmente com 74 anos, disse ao jornal nova-iorquino que em 1980 o empresário, sentado na primeira classe ao lado dela em um voo com destino a Nova York, tocou os seus seios e tentou colocar a mão por debaixo da sua saia alguns minutos após a decolagem. "Era como um polvo", definiu Jessica, que saiu correndo e se mudou para uma das últimas fileiras do avião.

Já Rachel Crooks explicou ao jornal que se apresentou ao magnata ao entrar com ele no elevador e dado que sua empresa fazia negócios com a dele. Segundo ela, a resposta de Trump foi um beijo na boca.

Confrontado com essas acusações, a campanha de Tramp classificou de "ficção" as denúncias do "The New York Times".

"Todo este artigo é ficção. E para o 'The New York Times' lançar uma difamação coordenada e completamente falsa contra Trump é perigoso", disse em nota o porta-voz da campanha, Jason Miller.

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