Príncipe da Tailândia pede período de luto antes de ser coroado

Bangcoc, 13 out (EFE).- O príncipe Vajiralongkorn, herdeiro do trono da Tailândia, pediu um período de luto antes de suceder seu pai, Bhumibol Adulyadej, após a morte deste aos 88 anos de idade, informou nesta quinta-feira o primeiro-ministro tailandês, o general Prayut Chan-ocha.

Prayut explicou em entrevista coletiva que se reuniu com o príncipe, de 64 anos, e que este lhe comunicou seu desejo de vivenciar o luto com todos os tailandeses antes de ser coroado.

O anúncio de Prayut explica porque a Assembleia Legislativa Nacional da Tailândia, que compreende as duas câmaras, realizou uma sessão extraordinária um pouco antes, depois das 21h locais (11h de Brasília), e a suspendeu sem proclamar o novo rei do país.

O parlamento se limitou a prometer que cumprirá a lei de sucessão real, de acordo com o que foi transmitido pela televisão estatal.

A lei de sucessão real estabelece que o Conselho Privado comunique ao governo o nome do herdeiro e que o Executivo o transmita ao Legislativo bicameral para que possa ser feita a proclamação.

O rei Bhumibol nomeou como herdeiro do trono o príncipe Vajiralongkorn em 28 de dezembro de 1972.

O primeiro-ministro declarou hoje um ano de luto oficial, durante o qual todos os funcionários deverão se vestir com roupas pretas.

A Tailândia é atualmente governada por uma junta militar desde que Prayut comandou um golpe de Estado em 2014.

Prantos, lágrimas e orações foram as reações dos milhares de tailandeses que se reuniram em frente ao Hospital Siriraj de Bangcoc depois que souberam da notícia da morte do único monarca que a grande maioria da população conheceu.

Os súditos, vestidos com roupas amarelas e rosas em homenagem ao rei hospitalizado, exibiam retratos do monarca e cantavam o hino real, enquanto alguns rezavam desconsolados diante da presença de um grande número de soldados e policiais encarregados da segurança.

O decano dos monarcas do mundo, após sete décadas de reinado como Rama IX, morreu às 15h52 locais (5h52 de Brasília) no hospital que se transformou em sua residência habitual desde 2009.

Bhumibol foi submetido a um procedimento para drenar líquido do cérebro no último sábado, o que provocou uma queda acentuada da pressão sanguínea.

Além disso, o monarca lutava contra uma infecção no fígado e necessitava de ajuda externa para suprir as funções dos rins, segundo os dois comunicados emitidos pela Casa Real no domingo e na quarta-feira.

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