Trump nega denúncias de abuso sexual e culpa Hillary e imprensa americana

Miami, 13 out (EFE).- O candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, negou nesta quinta-feira na Flórida (EUA) as acusações de abuso sexual feitas contra ele por várias mulheres e as atribuiu a um complô armado pela imprensa e sua adversária democrata, Hillary Clinton.

Trump disse que as denúncias são "um ataque coordenado e vicioso" que foi estabelecido entre Hillary e a imprensa "corrupta" que veem ele como uma "ameaça".

Várias mulheres, que mencionaram casos supostamente ocorridos desde a década de 80 até 2005, denunciaram nas últimas horas ter sido vítimas de abusos por parte de Trump, o que piora ainda mais o escândalo político causado pela divulgação na semana passada de um vídeo no qual o hoje candidato falava sobre abuso às mulheres.

Durante um comício em West Palm Beach, no norte de Miami, Trump disse que as denúncias são "absoluta e totalmente falsas" e disparou de novo contra a imprensa, o governo do presidente Barack Obama e a candidata Hillary.

O candidato, que se referiu à família Clinton como "criminosa" e ao governo americano como um "cartaz", afirmou que as denúncias foram "fabricadas" e que tem "substancial" evidência para demonstrar, o mesmo que testemunhas.

O candidato republicano reiterou que apresentará uma denúncia contra o jornal "The New York Times", um dos veículos de imprensa que publicou a exclusiva baseada em entrevistas com as supostas vítimas.

O jornal coletou o testemunho de duas mulheres, Jessica Leeds e Rachel Crooks, que denunciaram ditos abusos.

Na Flórida, onde o candidato realizou na quarta-feira outros dois eventos de campanha, outra mulher denunciou ao jornal "Palm Beach Post" que o candidato a "tocou" em 2003 quando acompanhava um fotógrafo a um evento com o magnata imobiliário.

Os relatos de Leeds e Crooks coincidem com os comentários realizados por Trump na gravação que suscitou o escândalo, que também é de 2005 e na qual falava sobre beijar e tocar as partes íntimas das mulheres sem o consentimento das mesmas.

No entanto, o candidato insistiu hoje em Palm Beach que "não há evidência" que o comprometa e que os veículos de imprensa não se preocuparam em confirmar as acusações.

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