"Washington Post" apoia Hillary "sem hesitar"

Washington, 13 out (EFE).- O jornal "The Washington Post" expressou nesta quinta-feira "sem hesitar" seu apoio à candidatura à presidência da democrata Hillary Clinton, uma pessoa "qualificada" e "preparada" para governar uma nação "dividida".

O influente jornal foi o último a tornar oficial em seu editorial sua posição para as eleições do dia 8 de novembro, nas quais Hillary enfrenta o republicano Donald Trump, que na opinião do periódico, "como presidente, seria um grave perigo para a nação e o mundo".

"Nesta temporada política obscura e desagradável, costuma exagerar para cima uma verdade encorajadora: há uma candidata bem qualificada, bem preparada na cédula. Hillary Clinton tem o potencial para ser uma excelente presidente dos Estados Unidos e a apoiamos sem hesitar", expressou "The Washington Post".

O jornal nega que seu apoio a Hillary seja porque seu rival é "espantoso", mas porque sua experiência de vida como ex-primeira-dama, ex-senadora e ex-secretária de Estado a prepararam para "governar uma nação dividida" e "trabalhar com legisladores que em muitos casos estarão decididos a boicotá-la".

"É justo entender a carreira de Hillary como uma série de experiências que a prepararam bem para um ambiente assim", considerou o jornal.

O jornal menciona a polêmica sobre se os doadores à Fundação Clinton receberam um tratamento preferencial enquanto a democrata era secretária de Estado, assim como o uso que Hillary fez de servidores de correio eletrônico particulares para enviar mensagens com informação confidencial quando comandava a diplomacia americana (2009-2013).

Apesar desses escândalos, na opinião do jornal, a atitude de Trump e suas reservas para divulgar sua declaração de imposto de renda transformam Hillary em um "modelo de transparência".

"Trump demonstrou ser intolerante, ignorante, enganoso, narcisista, vingativo, mesquinho, misógino, fiscalmente imprudente, intelectualmente preguiçoso, depreciativo com a democracia e apaixonado pelos inimigos dos EUA", ataca o jornal, se referindo aos elogios que Trump dirigiu ao presidente russo, Vladimir Putin.

Para reforçar seus argumentos contra Trump, o jornal publicou hoje uma cronologia na qual recolhe com vídeos e comentários de colunistas as declarações mais controvertidas proferidas pelo empresário nos últimos 16 meses.

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