Líder da Câmara lamenta giros obscuros da campanha, mas evita falar de Trump

Washington, 14 out (EFE).- O presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, o republicano Paul Ryan, lamentou nesta sexta-feira os giros obscuros da campanha eleitoral à Casa Branca, mas evitou citar o candidato de seu partido, Donald Trump.

Em um ato com universitários em Madison, no estado de Wisconsin, Ryan afirmou que há mais em jogo que se pensa. "São duas filosofias de governo, uma que defende os princípios do país e outra que quer substituí-los", afirmou o líder republicano.

Este foi o primeiro evento público de Ryan desde que ele decidiu, na última segunda-feira, não mais fazer campanha a favor de Trump por causa de uma gravação de 2005 na qual o empresário faz comentários abusivos sobre as mulheres.

O congressista de Wisconsin evitou hoje fazer qualquer referência a Trump, embora tenha lamentado os "giros obscuros" da campanha. Além disso, reconheceu que no clima atual é "fácil deixar que nossos medos coloquem de lado nossas esperanças".

Ryan se limitou a apresentar as eleições presidenciais e legislativas no Congresso como "críticas" porque delas depende o futuro dos Estados Unidos nos próximos 25 anos.

O republicano preferiu falar de ideologia e não de partido. Dessa forma, fez críticas firmes ao "experimento progressista" do governo de Barack Obama que a "esquerda quer transformar em realidade".

"Uma arrogante, condescendente e paternalista realidade. Esse é os EUA que Hillary Clinton quer e, se ela tiver o controle de Washington, se vocês derem a ela o controle do Congresso, é esse o tipo de EUA que ela fará tudo o possível para ter", completou.

Contra esse cenário, Ryan elogiou a agenda dos republicanos da Câmara dos Representantes, mas, em nenhum momento, citou o candidato do partido à presidência do país.

"Temos que refletir sobre estas eleições. Por mais fraturado e polarizado que o país esteja, 7 de cada 10 estão de acordo em algo fundamental: nosso país está no caminho errado. Temos uma oportunidade de começar a consertar nosso país", defendeu Ryan.

"Não escolheremos só nossos líderes, mas que tipo de país que seremos nestas eleições", frisou o congressista.

Na rodada de perguntas dos estudantes, que tinham selecionadas previamente pela equipe do presidente da Câmara dos Representantes, não houve nenhum questionamento sobre Trump.

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