Tailândia vive primeiro dia de luto após morte do rei Bhumibol

Bangcoc, 14 out (EFE).- A Tailândia está nesta sexta-feira vestida de preto, realizando orações e homenagens no primeiro dia de luto oficial pela morte do rei Bhumibol Adulyadej, aos 88 anos, no hospital Siriraj, de Bangcoc, colocando fim a um longo reinado de sete décadas.

Milhares de tailandeses passaram a noite concentrados na frente do hospital e foram tomando posições ao longo do percurso que o caixão, com os restos mortais do monarca, fará à tarde até o Templo do Buda de Esmeralda no Palácio Real.

Centenas de pessoas fizeram fila para participar de um banho ritual diante de um retrato do monarca no Palácio, enquanto a maioria dos que seguiram sua vida normal e foram trabalhar, escolheram uma roupa de cor preta.

Em todos os edifícios oficiais, a bandeira está a meio-mastro e ficará assim durante um mês, segundo ordens do primeiro-ministro Prayuth Chan-ocha, que instruiu todos os funcionários a usar roupas pretas durante o período de luto, fixado em um ano.

Toda a imprensa do país publica hoje suas edições digitais e de papel utilizando apenas o branco e preto.

Desde ontem à noite, as emissoras de TV, a pedido do governo, só transmitem documentários sobre a vida do rei e o boletim de notícias da Casa Real, incluídos os canais reservados a cadeias internacionais.

Todas as atividades festivas e de entretenimento foram cancelados nos próximos 30 dias, incluída a popular Festa da Lua Cheia, na ilha de Koh Phangan, que a cada mês atrai milhares de turistas.

Está previsto que após a chegada do caixão ao Palácio, tenha início, ainda na tarde de hoje, os ritos funerários em honra a Bhumibol com cerimônias reservadas para a família real.

As cerimônias serão lideradas pelo príncipe herdeiro, Maha Vajiralongkorn, que ontem pediu para passar um período de luto antes de ser proclamado sucessor de seu pai e subir no trono, segundo informou o primeiro-ministro.

Bhumibol, nono monarca da dinastia Chakri, que reinou com o nome de Rama IX, estava em estado grave após ser submetido no último sábado a uma hemodiálise no hospital, onde estava internado há mais de um ano.

O monarca falecido, que estava no trono desde 1946, é o único rei que conheceu a maioria dos tailandeses, que o tinham como um ser quase divino, símbolo de unidade e guia da nação.

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