Assessores de Kuczynski renunciam devido a denúncias de irregularidades

Lima, 15 out (EFE).- Dois assessores do presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, renunciaram neste sábado a seus cargos, depois de serem acusados de ter supostamente cobrado cotas aos integrantes da lista para o Congresso do movimento Peruanos Por el Kambio (PPK), fundado pelo atual presidente.

O assessor presidencial para conflitos sociais, Jorge Villacorta, e o assessor em assuntos regionais e municipais, José Labán, rejeitaram as acusações e renunciaram "para salvaguardar a imagem presidencial", segundo um comunicado de ambos, lido pelo primeiro para a "Rádio Programas del Perú".

Villacorta argumentou no comunicado que as renúncias dos assessores também têm o objetivo de "evitar que a situação seja utilizada para criar instabilidade política".

As acusações contra Villacorta e Labán vieram do empresário do setor de mineração Beltrán Hancco, que em uma gravação entregue à revista "Hildebrandt en sus trece" afirmou que os dois assessores lhe pediram dinheiro em troca de integrar as listas do PPK para o Congresso.

Hancco acrescentou que os cotas eram cobrados por ordem do vice-presidente do PPK, Gilbert Violeta, atualmente congressista e presidente do grupo parlamentar governista.

As renúncias de Villacorta e Laván se somam à de Carlos Moreno Chacón, ex-assessor de Kuczynski para temas de saúde, que renunciou esta mesma semana após ser publicada uma gravação na qual se escutava como ele coordenava uma série de clínicas privadas amigas para atender pacientes derivados do sistema público de saúde.

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