Campanha de Hillary Clinton compara vazamento de emails ao Watergate

Washington, 15 out (EFE).- A campanha de Hillary Clinton comparou neste sábado o roubo e vazamento de emails ligados à candidata democrata à presidência dos Estados Unidos, ao escândalo Watergate, que resultou na renúncia de Richard Nixon ao cargo máximo do país, em 1974.

Glen Caplin, porta-voz da campanha, falou sobre o assunto e questionou o republicano Donald Trump sobre os ciberataques e o vazamento feito pelo Wikileaks, que resultaram no roubo de emails de John Podesta, chefe da campanha.

"O que Trump soube, e quando ele soube?", indagou, parafraseando uma das frases mais famosas do Watergate, do senador Howard Baker, ao questionar Nixon sobre o roubo de materiais do escritório do Partido Democrata: "O que soube o presidente e quando soube?".

"Quatro décadas depois, estamos vendo outro esforço para roubar documentos privados de campanha para influir em umas eleições. Só que desta vez, em lugar de arquivos, são os e-mails das pessoas que estão roubando e um governo estrangeiro está por trás disso", disse Caplin ao site "Medium".

"O fato de que a Rússia está por trás do roubo, já não se pode questionar", completou o porta-voz.

O governo americano acusou a Rússia de lançar ciberataques com o objetivo expresso de influir nas eleições presidenciais de novembro, atribuindo, entre outras coisas, o roubo de 20 mil emails do Comitê Nacional Democrata, que foram publicados pelo Wikileaks.

As agências de segurança e inteligência dos EUA não chegaram ao ponto de atribuir á Rússia o roubo dos emails de Podesta, mas o porta-voz de Clinton garantiu hoje que o governo de Barack Obama "suspeita" que os russos também são responsáveis disso .

Caplin afirmou, além disso, que "há relatórios que dizem que Donald Trump recebeu informação de inteligência em meados de agosto sobre os esforços da Rússia para envolver-se nas eleições" dos Estados Unidos.

"Apesar de que, supostamente o informaram disso, Trump seguiu defendendo o presidente russo Vladimir Putin e tirou a culpa da Rússia. Enquanto isso, piratas russos e Wikileaks estão claramente tentando prejudicar a campanha de Hillary Clinton", garantiu o porta-voz.

Podesta disse nesta semana que a Rússia está por trás da invasão de sua conta privada de e-mail e que acredita que a equipe de Trump poderia ter conhecimento prévio do vazamento.

O Wikileaks seguiu publicando hoje os materiais que extraiu dos emails de Podesta, ao divulgar três transcrições dos discursos pagos que Clinton deu ao gigante financeiro Goldman Sachs, em 2013, pouco depois de deixar a Secretaria de Estado.

O conteúdo dos discursos publicados não é especialmente polêmico, mas o site defendeu sua importância, porque a campanha de Clinton havia se negado a divulgá-los durante as primárias democratas, conforme pediu o senador Bernie Sanders.

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