Papa e Macri abordaram pobreza na Argentina em encontro "positivo"

Cristina Cabrejas.

Cidade do Vaticano, 15 out (EFE).- O papa Francisco e o presidente da Argentina, Mauricio Macri, se reuniram neste sábado por, aproximadamente, uma hora no Vaticano e conversaram sobre a pobreza no país, em um encontro que o líder qualificou como "positivo".

Macri conversou em particular com o pontífice sobre uma "agenda de temas" que ele trouxe e depois apresentou toda sua família. Desta vez, o presidente argentino esteva acompanhado de sua mulher Juliana Awada e da filha de casal, Antonia, de 5 anos, assim como por Agostiniana, de 33, que mora na Itália e é fruto de seu primeiro casamento, e de Valentina, de 13 anos, filha apenas de Juliana.

Macri qualificou a reunião como "boa" e "positiva", "muito mais longa" do que a anterior, em fevereiro, e que durou apenas 22 minutos.

Um dos temas dos temas abordados hoje foi o dos últimos indicadores de pobreza na Argentina, que segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), revelaram que são de 32,2%. Macri disse que estes números o convocaram para "uma enorme tarefa" e que ele e o pontífice concordaram que "não se pode perder nem mesmo um segundo, pois os números representam as muitas famílias que vivem em necessidade".

Macri repassou com o pontífice seu novo plano de infraestruturas e principalmente de ferrovias, e Francisco "demonstrou conhecer o tema". Segundo Macri, o papa disse que "cada rede ferroviária que se recompõe é uma comunidade que revive, pois cria trabalho e, assim, não se deve ir procurá-lo em outros lugares".

"Ao longo da conversa, confirmei que sua visão é a da cultura do encontro, do trabalho, o que é preciso recuperar na Argentina", afirmou.

O presidente argentino e o papa também falaram sobre a mudança climática e sobre a busca da paz e, nesse ponto, o pontífice pediu aos argentinos que "façam todo o possível para reduzir os focos de conflito no mundo todo". Exatamente nesse aspecto ele citou "o conflito mais próximo dos argentinos, que é o da Colômbia".

"Concordamos que após o referendo o que esperemos é que comece uma nova negociação que termine em um processo de paz consolidado e rezamos por isso", disse.

Outro assunto abordado foi o do tráfico de drogas, e o quão "complicado que é lutar contra ele e como isso está afetando o mundo inteiro" e o presidente da Argentina falou sobre o esforço de seu governo "para combater este crime".

O tema que não foi abordado, no entanto, foi uma futura visita do papa a Argentina, após ele dizer em um vídeo que não viajaria à sua terra natal em 2017.

"Esperemos que seja o seguinte ano", disse Macri, esperançoso.

O governante chegou às 10h20 (horário local) ao encontro com o pontífice. A reunião aconteceu em um espaço destinado a reuniões menos protocolares e de fins-de-semana por sua proximidade à residência papal.

O presidente argentino deu ao papa uma escultura do artista argentino Alejandro Marmo, feita com materiais descartáveis e que simboliza o diálogo entre as três grandes religiões do mundo.

Macri deixou o Vaticano às 11h30 e se dirigiu à embaixada argentina na Cidade do Vaticano. Mais tarde, ele jantará de maneira informal em Florença com o presidente do Governo italiano, Matteo Renzi.

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