Rebeldes houthis do Iêmen libertam dois americanos após acordo diplomático

Washington, 15 out (EFE).- Dois americanos que estavam detidos por rebeldes houthis no Iêmen foram libertados neste sábado devido a um acordo diplomático que permitiu a transferência deles para Omã, informou o porta-voz adjunto do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Mark Toner.

De acordo com o representante do governo, ambos chegaram de forma segura ao local de destino. Os dois, no entanto, não foram identificados, mas Toner mencionou o acordo de Omã, que não está envolvido no conflito com o Iêmen, mas atuou como mediador.

"Estamos profundamente agradecidos ao sultão Qaboos bin Said Al Said e ao governo do Omã, por sua assistência para facilitar e apoiar a liberação de nossos cidadãos", afirmou Toner.

"Reconhecemos o gesto humanitário dos houthis ao libertar estes americanos. Clamamos pela libertação imediata e incondicional de qualquer outro cidadão americano que ainda possam estar detidos", disse o porta-voz adjunto.

A guerra no Iêmen se intensificou em março do ano passado, quando uma coalizão militar, integrada por países sunitas interveio diretamente a favor do presidente Abdo Rabbo Mansour Hadi, o único reconhecido pela comunidade internacional, e contra os houthis.

Omã é o único país do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) que não faz parte dessa aliança e atuou de mediador entre ambas partes, facilitando o transporte das delegações insurgentes às negociações de paz.

Estados Unidos proporciona apoio logístico e de inteligência à coalizão sunita, liderada pela Arábia Saudita, embora tenha anunciado que revisaria seu respaldo à essa aliança após o bombardeio ocorrido na semana passada, durante um funeral em Sana, que causou 140 mortos e 525 feridos.

A tensão entre Estados Unidos e os rebeldes houthis aumentou, além disso, nos últimos dias, depois que do lançamento de mísseis contra um destroier americano em águas do Mar Vermelho.

O Pentágono respondeu com o bombardeio de três radares litorâneos dos rebeldes houthis, mas desde então insistiu que atuou em defesa própria e não tem intenção de aumentar seu envolvimento no conflito no Iêmen.

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