Kerry deixa portas abertas para novo cessar-fogo na Síria na próxima semana

Londres, 16 out (EFE).- O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, afirmou neste domingo, depois de se reunir com os ministros das Relações Exteriores de países europeus em Londres, que ainda acredita em um novo acordo para o cessar-fogo na Síria nesta semana.

"Há trabalho a fazer nos próximos dois que poderia levar, pelo menos assim esperamos, a abrir as portas para um novo cessar-fogo. Mas será difícil", disse Kerry em entrevista coletiva conjunta com o chanceler do Reino Unido, Boris Johnson.

O chefe da diplomacia britânica afirmou que foram discutidas na reunião uma "longa lista de ideias" para manter a pressão sobre Irã e Rússia, países que apoiam o regime do presidente da Síria, Bashar al Assad. Na relação, segundo ele, constavam "propostas econômicas".

Kerry se encontrou em Londres com Johnson e os ministros das Relações Exteriores de França e Itália depois da reunião ontem em Lausanne, na Suíça, com os chanceleres da Rússia e das principais potênciais regionais envolvidas no conflito sírio. No entanto, não houve acordo para deter a violência em Aleppo.

"Tivemos uma discussão muito honesta com russos e iranianos sobre como podemos exatamente chegar ao acordo. Minha missão é esgotar todas as possibilidades para uma solução pacífica", disse Kerry.

Apesar disso, Kerry afirmou que os bombardeios realizados em Aleppo nas últimas semanas só podem ser descritos como crimes contra a humanidade e acusou a Rússia de ter se envolvido na guerra com o único propósito de proteger Assad. O Kremlin nega a versão e diz que entrou no conflito para "lutar contra o terrorismo".

"Cerca de 80% ou 85% dos bombardeios russos foram contra a oposição moderada, não contra os extremistas. É urgente chegar à mesa de negociações e buscar a solução política que, segundo eles, é a única forma de encerrar essa batalha", disse Kerry.

"Isso poderia acabar amanhã mesmo se a Rússia e o regime de Assad aceitassem se comportar de acordo com qualquer norma ou padrão de decência, mas eles decidiram não fazê-lo", lamentou Kerry.

Apesar de Johnson ter dito nesta semana que "opções militares" estão sendo consideradas para pôr fim à violência em Aleppo, tanto o diplomata britânico como o norte-americano descartaram o extremo.

"Não vi um grande apetite nos países europeus para enviar as pessoas à guerra. Não vejo os parlamentos dos países europeus prontos para declarar guerra", disse Kerry.

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