Líder polonês anuncia exumação de seu irmão e ex-presidente morto em Smolensk

Berlim, 16 out (EFE).- O líder do partido governamental da Polônia, o nacionalista Jaroslaw Kaczynski, autorizou a exumação dos restos mortais de seu irmão e ex-presidente do país, Lech Kaczynski, que morreu em 2010 junto com outras 95 pessoas após a queda de seu avião no aeroporto de Smolensk, na Rússia.

"Meu irmão deve ser um dos primeiros a ser exumado", disse Kaczynski, líder do partido Lei e Justiça (PiS), de acordo com o site "onet", segundo o qual a autorização para exumação já foi dada formalmente, mas que ainda não há uma data concreta para a mesma.

O irmão gêmeo do ex-presidente, assim como o restante de seu partido, sustenta a teoria de que a Rússia estaria por trás da catástrofe aérea do avião presidencial, que caiu no dia 10 de abril de 2010.

A aeronave, na qual viajavam a cúpula política e altos representantes do âmbito militar e eclesiástico do país, caiu ao tentar chegar a esse aeroporto russo e não houve sobreviventes.

A delegação polonesa se dirigia ao ato comemorativo em memória das vítimas dos massacres stalinistas no cemitério de Katyn.

A comissão designada pelo governo polonês para investigar o ocorrido constatou em meados de setembro a existência de "sérias deficiências" em um relatório prévio elaborado sobre as causas da catástrofe.

Os responsáveis da comissão afirmaram em entrevista coletiva que as gravações da caixa-preta do avião foram "manipuladas e editadas".

A Rússia ainda não devolveu à Polônia os destroços do avião presidencial, nem suas caixas-pretas, enquanto o governo polonês se propõe a exumar os restos mortais de todas as vítimas.

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