Distúrbios no Sudão do Sul deixam pelo menos 56 rebeldes mortos

Juba, 17 out (EFE).- Pelo menos 56 rebeldes sul-sudaneses morreram na sexta-feira passada em enfrentamentos com o Exército do país na zona de Lelo, na cidade de Malakal, capital do estado de Alto Nilo, no extremo norte do Sudão do Sul, informou nesta segunda-feira à Agência Efe o porta-voz militar, Lul Ruai Koang.

Além disso, 22 membros do Exército sul-sudanês ficaram feridos nos combates, acrescentou o representante militar.

As forças armadas atuaram em defesa própria porque "os insurgentes atacaram as posições" militares, precisou o porta-voz.

"Nós temos interesse em cumprir com o acordo de paz (assinado em agosto de 2015), os rebeldes são que violaram o cessar-fogo porque desejam que continue a guerra sob a liderança do ex-vice-presidente Riek Machar", acrescentou Ruai Koang.

O conflito civil no Sudão do Sul explodiu em dezembro de 2013, quando o presidente Salva Kiir denunciou uma tentativa de golpe de Estado liderado por Machar e, embora ambos tenham chegado a um acordo de paz em agosto de 2015, a tensão voltou a explodir há alguns meses.

Em julho, enfrentamentos entre as tropas leais aos dois líderes deixaram pelo menos 300 mortos e causaram o deslocamento de milhares de pessoas em Juba.

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