Meninas de Chibok se reúnem com famílias após mais de 2 anos sequestradas

Abuja, 17 out (EFE).- As 21 meninas libertadas na quinta-feira após mais de 2 anos sequestradas pelos jihadistas do Boko Haram se reuniram finalmente com suas famílias em uma emotiva cerimônia na qual as menores pediram a libertação das outras estudantes que seguem com o grupo, informaram nesta segunda-feira à Agência Efe fontes governamentais.

As meninas, que faziam parte das mais de 200 estudantes sequestradas na cidade nigeriana de Chibok em abril de 2014, foram recebidas ontem entre cantos em Abuja, onde finalmente puderam abraçar seus parentes entre lágrimas de emoção.

"Durante um mês e dez dias estivemos sem comida (..) Nunca pensamos que chegaria este momento, mas Deus é milagroso", disse Gloria Dame, uma das meninas libertadas, durante a cerimônia na qual também foi oficiada uma missa.

"Peço a todos que oremos pela libertação segura das que ficaram", acrescentou Dame em referência ao resto das companheiras que seguem presas pelo grupo terrorista islâmico.

Os testemunhos das menores, todas elas com semblante relaxado e alegre, comoveram parentes e presentes, que não puderam conter as lágrimas de emoção ao lembrar dos mais de 900 dias em que as meninas passaram retidas pelos terroristas.

O presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, não pôde participar desta cerimônia de boas-vindas porque está fora do país desde o mesmo dia da libertação, quando se encontrava de caminho à Alemanha.

Fontes governamentais asseguraram hoje à Agência Efe que muito em breve Buhari se reunirá com as meninas, mas não proporcionaram mais detalhes sobre este encontro.

Desde que na quinta-feira as 21 meninas foram liberadas após as negociações entre o governo nigeriano e Boko Haram com a colaboração da Cruz Vermelha e do governo da Suíça, elas estiveram sob os cuidados dos Serviços de Segurança do Estado e recebendo atendimento médico.

A libertação das menores foi celebrada por toda a comunidade internacional, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu aos líderes de todo o mundo que apoiem à Nigéria para conseguir a liberdade do resto das sequestradas.

Os terroristas divulgaram em agosto um vídeo no qual apareciam menores supostamente pertencentes ao grupo de Chibok, para demonstrar que a maioria das 276 adolescentes sequestradas segue em cativeiro em seu poder.

Dias depois, o presidente Buhari se mostrou disposto a negociar uma troca por prisioneiros do grupo terrorista para recuperar as sequestradas, como exigia o Boko Haram.

Até quinta-feira passada, 218 meninas permaneciam em cativeiro, depois que algumas conseguiram escapar ou foram resgatadas por membros das forças de segurança nigerianas.

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