ONU anuncia cessar-fogo de 72 horas no Iêmen

Nações Unidas, 17 out (EFE).- A ONU anunciou nesta segunda-feira que as partes em conflito no Iêmen aceitaram respeitar novamente um cessar-fogo por um período inicial de 72 horas.

A trégua entrará em vigor às 23h59 de quarta-feira (hora local) e poderá ser renovada, conforme disse em comunicado o mediador da organização, Ismail Ould Sheikh Ahmed.

O presidente do Iêmen, Abdo Rabbo Mansour Hadi, já tinha anunciado seu apoio a este plano de cessar-fogo, ao qual, segundo a ONU, aderiram também os rebeldes houthis.

Os termos e condições da paralisação das hostilidades serão os mesmos do acordo estipulado em abril, segundo as Nações Unidas, que garantiu ter recebido "garantias de todas as partes" sobre sua adesão a esses princípios.

O enviado da ONU disse que a trégua evitará novos massacres no Iêmen e permitirá mais fornecimento de ajuda humanitária à população.

Nesse sentido, ele lembrou que o acordo obriga as partes a permitirem um acesso "livre e sem restrições" à assistência em todas as partes do país, além de uma pausa total de todas as atividades militares.

O anúncio do acordo ocorreu depois que ONU, EUA e Reino Unido pediram às partes em conflito, neste fim de semana, para iniciarem um cessar-fogo após uma reunião com representantes de Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos que atuam militarmente no país vizinho em favor do governo.

A coalizão árabe admitiu neste fim de semana sua responsabilidade no bombardeio do último dia 8 em Sana, que deixou 140 mortos e 525 feridos durante um funeral.

Segundo a coalizão, o ataque aconteceu por causa de uma informação "errônea" da chefia do Estado-Maior iemenita sobre a presença de líderes rebeldes houthis no local.

Desde o início do conflito no Iêmen, as Nações Unidas tentaram mediar para acabar com os combates e organizou várias rodadas de negociações de paz. A última delas, acompanhada de uma trégua, terminou sem sucesso em agosto.

A coalizão árabe capitaneada por Riad começou em março de 2015 uma ofensiva militar contra os houthis e em apoio ao presidente iemenita, Abdo Rabbo Mansour Hadi, que está exilado no país vizinho.

Segundo dados da ONU, desde então morreram cerca de 7 mil pessoas, e 3 milhões se viram obrigadas a deixar suas casas.

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