Trump ataca líder republicano por negar suas denúncias de fraude eleitoral

Washington, 17 out (EFE).- O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta segunda-feira o líder de seu partido e presidente da Câmara dos Representantes, Paul Ryan, por contradizer seus denúncias recorrentes de uma suposta fraude eleitoral no país.

"É obvio que já existe uma fraude eleitoral em grande escala antes do dia das eleições. Por que os líderes republicanos negam o que está ocorrendo? É tão ingênuo!", escreveu hoje o magnata no Twitter.

Há uma semana, Ryan rompeu a delicada trégua que mantinha com Trump e anunciou que já não vai mais fazer campanha por ele, após a publicação de um vídeo de 2005 no qual o magnata se gaba de poder fazer o que quiser com as mulheres no plano sexual.

Trump comemorou hoje o fato de que lhe "tiraram as algemas", em alusão a seu rompimento com a cúpula do partido, e a voltou a atacar sem dó e Ryan, amparado por seu "movimento" de seguidores.

O empresário vem denunciando nas últimas semanas que este processo eleitoral "está arranjado", algo que foi negado durante o fim de semana tanto por Ryan como pelo candidato à vice-presidência na chapa de Trump, Mike Pence.

"Nossa democracia se baseia na confiança nos resultados eleitorais, e o presidente da Câmara tem total confiança de que os estados realizarão este processo eleitoral com integridade", afirmou a porta-voz de Ryan, Ashlee Strong, em comunicado publicado no sábado.

Pence, que já se manifestou de forma contrária a Trump em mais de uma ocasião, afirmou no domingo na emissora "NBC" que ambos "aceitarão o resultado das eleições e a vontade do povo americano".

O magnata evitou atacar seu número 2, mas não poupou críticas a Ryan.

"Paul Ryan, um homem que não sabe como ganhar, e que inclusive perdeu há quatro anos quando se apresentou como vice-presidente, deve começar a se concentrar no orçamento, nas Forças Armadas, nos veteranos, etc.", escreveu Trump ontem no Twitter.

Em outra mensagem posterior, o magnata criticou o líder republicano por "não fazer nada" diante das informações publicadas pelo "Wikileaks" sobre a candidata democrata, Hillary Clinton, que, em sua opinião, provam que ela é uma "pessoa desonesta".

Trump voltou assim à guerra aberta contra a cúpula republicana que não rebate seus golpes, se mantém em silêncio e se concentra em fazer campanha nos estados para não perder o controle do Senado nas eleições de novembro.

No entanto, o empresário terminou sua tempestade de tweets com um apelo à unidade.

"Temos que nos unirmos todos para vencer estas eleições. Não podemos ter mais quatro anos de Obama (ou pior!)", escreveu o magnata.

Trump tem um comício hoje pela tarde em Green Bay (Wisconsin), o estado que Ryan representa na Câmara dos Representantes.

Na quarta-feira, o magnata encara seu último debate presidencial com pesquisas amplamente desfavoráveis: Hillary tem 5,5 pontos de vantagem segundo a média de pesquisas elaborada pelo site "RealClearPolitics".

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