Morre política cubana que ajudou compatriotas a fugirem do país

Miami, 18 out (EFE).- Albertina O'Farrill, que ajudou muitos cubanos a fugirem da ilha depois da Revolução e esteve presa por 14 anos em Cuba, morreu na segunda-feira em Miami aos 95 anos, informou o jornal "El Nuevo Herald".

O jornal qualificou Albertina como "uma lutadora incansável pelos cubanos do exílio".

Como esposa de um embaixador cubano, Rafel Montoro, que foi embaixador na Holanda e Portugal entre outros países, Albertina, nascida em Havana em 1921, usou suas conexões diplomáticas para ajudar muitos cubanos a fugirem da ilha depois da Revolução de 1959.

Também trabalhou com Mongo e Polita Grau na Operação Peter Pan, mediante a qual chegaram mais de 14 mil menores cubanos aos EUA.

"Eu introduzia as pessoas no porta-malas (do automóvel) e os levava às embaixadas. Muitas vidas foram salvas", disse em entrevista em 2011 em Miami.

Suas atividades, catalogadas como contra-revolucionárias pelo governo de Fidel Castro, levaram à detenção em 1965. Albertina esteve presa durante 14 anos

Em 1991, foi publicado o livro "De embaixadora a prisioneira política: Memórias de Albertina O'Farrill", escrito por Víctor Pino Yerovi.

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