Polícia de Bangladesh identifica responsáveis por financiar atentado em Daca

Daca, 18 out (EFE).- A polícia de Bangladesh identificou nesta terça-feira um médico que fugiu para a Síria com sua família, um ex-comandante do exército bengalês e a um antigo banqueiro como os principais financiadores do atentado cometido em julho contra um restaurante na capital Daca, que deixou 28 mortos, em sua maioria estrangeiros.

O médico bengalês fugiu para o país árabe após doar 8 milhões de takas, cerca de US$ 100 mil, para uma nova facção do grupo extremista Jamaatul Mujahideen Bangladesh (JMB), afirmou em entrevista coletiva o chefe do departamento antiterrorista da polícia da capital, Monirul Islam.

O governo responsabiliza a JMB pelo ataque ao restaurante, mas a autoria da ação foi reivindicada pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI) e os Estados Unidos confirmaram vínculos entre os extremistas bengaleses e os que operam na Síria e no Iraque.

Islam detalhou que um ex-comandante do exército bengalês, que foi morto durante uma operação policial no início do mês passado, doou sua pensão de aposentado para ajudar a custear as despesas do atentado ao restaurante.

O terceiro financiador do ataque, um banqueiro que o alto comando policial identificou como Tanvir Kaderi, contribuiu com o dinheiro obtido na venda de sua casa e que supostamente se suicidou durante uma batida em setembro.

"Alguns fundos também chegaram do exterior. Pode ser que existam outros financiadores, estamos tentando identificá-los", acrescentou Islam.

O atentado ao restaurante causou a morte de 22 pessoas, entre elas 17 reféns estrangeiros, e em seu transcurso também morreram seis agressores abatidos pelas forças de segurança.

Desde então, a polícia vem realizando batidas nas quais matou um elevado número de supostos insurgentes, incluído o canadense de origem bengalesa Tamim Chaudhry, suposto autor intelectual do ataque ao restaurante.

As autoridades também acusam a JMB de muitos dos assassinatos cometidos por supostos jihadistas registrados em Bangladesh desde 2013 contra alvos diversos, como blogueiros ateus, cidadãos estrangeiros e representantes de minorias religiosas.

Algumas dessas ações foram reivindicadas pelo Estado Islâmico. EFE

am-njd/rpr

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