Eduardo Cunha é preso pela PF em Brasília

Brasília, 19 out (EFE).- O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha foi preso preventivamente nesta quarta-feira em Brasília pela Polícia Federal (PF), por ordem do juiz Sérgio Moro, um mês após o ex-parlamentar perder o foro privilegiado, já que teve o mandato cassado em plenário, confirmaram à Agência Efe fontes oficiais.

Cunha será levado pela Curitiba, onde deve chegar no fim da tarde. Já a casa do ex-parlamentar no Rio de Janeiro é alvo hoje de uma operação de busca e apreensão.

O ex-presidente da Câmara é investigado na operação Lava Jato e acusado, entre outros crimes, de usar contas bancárias na Suíça para lavar dinheiro de propina oriunda de contratos de exploração de petróleo pela Petrobras em Benin, na África. Suspeita-se que ele recebeu US$ 5 milhões.

Segundo as fontes consultadas pela Efe, Cunha foi detido na Asa Sul, uma das regiões mais valorizadas de Brasília, onde mantinha uma residência mesmo após ter sido cassado.

Como presidente da Câmara, Cunha aceitou a abertura de um processo na Casa que acabou levando ao impeachment de Dilma Rousseff da presidência da República por crime de responsabilidade.

Em julho, ao renunciar à presidência da Câmara no meio do processo que finalmente lhe rendeu a cassação, Cunha se regozijou por ter iniciado o trâmite que levou à queda de Dilma.

"Estou orgulhoso por ter ajudado para que o Brasil se livrasse de um dos governos mais corruptos que já tivemos", declarou ele na ocasião.

No entanto, o próprio Cunha, quando iniciou o processo contra a ex-presidente, já era investigado por sua suposta participação na rede de corrupção que operou na Petrobras.

Segundo a acusação, Cunha mantinha dinheiro escondido em 'trusts' em bancos suíços, o que o ex-deputado sempre negou, embora seus argumentos tenham sido refutados pela justiça do país europeu, que comprovou a existência de depósitos em seu favor.

Após essa comprovação e outros indícios, o Supremo Tribunal Federal (STF) abriu três causas contra Cunha, uma das quais foi remetida ao juiz Sergio Moro, responsável pela investigação dos casos de corrupção envolvendo a Petrobras em primeira instância.

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