Protesto em embaixada dos EUA nas Filipinas deixa dezenas de feridos

Bangcoc, 19 out (EFE).- Aproximadamente 80 pessoas, entre manifestantes e policiais, ficaram feridas nesta quarta-feira durante um protesto de indígenas do sul das Filipinas em frente à embaixada dos Estados Unidos na capital Manila pela presença militar americana no país, informou a imprensa local.

As forças de ordem posicionadas em torno da sede diplomática reprimiram cerca de 700 manifestantes que pediam o fim da presença das tropas dos EUA e expressavam seu apoio à política externa do presidente filipino, Rodrigo Duterte, segundo o jornal "Inquirer".

A polícia alega que os manifestantes não tinham as permissões necessárias para realizar o protesto e que decidiram usar gás lacrimogêneo ao presenciar um grupo atacando uma viatura policial.

Um dos momentos mais dramáticos foi quando o motorista de um furgão policial atropelou vários manifestantes após percorrer cerca de dez metros em marcha à ré e para frente em repetidas ocasiões.

O subdiretor de operações da polícia da região metropolitana de Manila, Marcelino Pedroso, tentou inocentar o motorista ao indicar que sua ação foi possivelmente causada pelo pânico.

Pelo menos 29 pessoas foram detidas pelos oficiais, segundo os responsáveis por convocar a manifestação.

As relações bilaterais entre Filipinas e EUA se deterioraram desde a posse de Duterte em junho, quando este iniciou uma violenta campanha antidrogas que já deixou cerca de 3.700 mortos e que foi muito criticada por Washington, entre outros países e organizações.

EUA e Filipinas, dois aliados históricos, compartilhavam até agora uma mesma estratégia frente à China no conflito territorial do Mar do Sul da China, por isso Washington apoiou Manila na modernização e no treinamento de suas forças armadas.

Entre as últimas ocorrências de Duterte, que a seus 71 anos não tem papas na língua, denunciou uma conspiração para depô-lo com a participação da CIA, a agência de inteligência americana.

O líder filipino também mandou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para o "inferno" e chegou a xingá-lo de "filho da p..." em outra ocasião.

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