Trégua de 72 horas entra em vigor no Iêmen

Sana/Riad, 19 out (EFE).- A trégua de 72 horas anunciada pela ONU entrou em vigor nesta quarta-feira no Iêmen, onde recentemente foram registrados combates entre os rebeldes houthis e as forças leais ao presidente Abdo Rabbo Mansour Hadi.

A cessação das hostilidades, que conta com o comprometimento das partes em conflito, começou às 23h59 locais do Iêmen (21h59 em Brasília) e tem como objetivo permitir o fornecimento de ajuda humanitária à população.

No dia 17 de Outubro, o mediador da ONU para o Iêmen, Ismail Ould Sheikh Ahmed, informou que a trégua será de 72 horas e poderá ser renovada.

A coalizão militar árabe, liderada pela Arábia Saudita, divulgou um comunicado pouco antes da entrada em vigor da cessação de hostilidades no qual afirmou que se compromete com o mesmo a pedido de Hadi.

A aliança ressaltou que permitirá a entrada e distribuição de ajuda humanitária, mas que continuará a monitor o embargo aéreo e marítimo ao Iêmen para evitar que cheguem armas aos rebeldes.

No entanto, horas antes do começo da trégua, o exército leal ao presidente Hadi disse em comunicado que realizou um amplo ataque contra posições dos rebeldes e seus aliado perto da cidade estratégica de Midi, às margens do Mar Vermelho.

Segundo a nota, as tropas, apoiadas pela aviação da aliança árabe, tomaram o controle de várias posições dos rebeldes e pelo menos 30 milicianos houthis morreram nos combates.

O coordenador humanitário da ONU para o Iêmen, Jamie McGoldrick, expressou esperança de que todas as partes respeitem plenamente a cessação das hostilidades e que a medida possa se prolongar além de 72 horas, e que seja desta forma a prévia para um reatamento das negociações de paz.

McGoldrick destacou que, além da violência, a economia do país está em situação desastrosa pela escassez de combustível, remédios e produtos básicos, e que os níveis de desnutrição detectados em algumas regiões são "astronômicos".

Este é o sexto cessar-fogo anunciado no Iêmen desde o começo da intervenção no país pela coalizão liderada por Riad em março de 2015, o que fez com que o conflito interno aumentasse. As tréguas anteriores, assim como as rodadas de conversas de paz, acabaram em fracasso.

Segundo dados da ONU, desde o começo da intervenção da coalizão árabe cerca de sete mil pessoas morreram e três milhões foram deslocadas.

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