Polícia investiga presença de aeromoças em feira de carros na Arábia Saudita

Riad, 20 out (EFE).- As autoridades sauditas determinaram nesta quinta-feira a abertura de uma investigação da participação de comissárias de bordo em uma feira internacional de automóveis realizada na cidade de Jidá, informou a agência oficial de notícia, "SPA".

Segundo um comunicado, citado pela agência estatal, na feira foram registradas "irregularidades contra as doutrinas da religião islâmica, das tradições e dos costumes do país". Além disso, a Polícia já começou a interrogar os representantes da empresa organizadora e das companhias de carros que participaram do evento.

Estas medidas foram tomadas depois que começaram a circular nas redes sociais fotos de mulheres ao lado de veículos, vestidas com véu e com a abaya (túnica tradicional que cobre todo o corpo). Alguns internautas criticaram a participação de mulheres nesse evento, que segundo as leis sauditas deveria ser restrito aos homens.

Por sua vez, o porta-voz do Ministério do Trabalho e Desenvolvimento Social saudita, Khaled Aba Al-Khail, disse através do Twitter que a feira infringiu normas de trabalho que se aplicam às mulheres. O governo saudita estabelece duras regras para as mulheres trabalharem e impõe a separação dos sexos no ambiente corporativo, salvo raras excessões.

No ultraconservador reino saudita, as mulheres não podem dirigir nem fazer viagens internacionais sem a presença de um homem da família ou um tutor, entre outras restrições que limitam muito a participação delas na vida social e em ambientes público.

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