Após suspensão de revogatório, oposição convoca "tomada da Venezuela"

Caracas, 21 out (EFE).- A aliança opositora venezuelana Mesa da Unidade Democrática (MUD) convocou nesta sexta-feira um protesto para a próxima quarta-feira em todo o país chamado "tomada da Venezuela" após a decisão do Poder Eleitoral de suspender o processo para ativar o referendo revogatório presidencial.

"Esse dia será o início de uma mobilização em todo o país, já tínhamos alertado. Na próxima quarta-feira vamos tomar a Venezuela de ponta a ponta, em cada cantinho do país, espero ver o povo mobilizado para restituir a linha constitucional", afirmou o opositor Henrique Capriles em entrevista coletiva junto aos demais dirigentes da MUD.

Ex-candidato presidencial e principal impulsor do revogatório, Capriles disse que esta mobilização não será como a grande manifestação de Caracas ocorrida no dia 1º de setembro, mas ocorrerá nos 23 estados e na capital do país.

"Ontem foi dado um golpe de Estado que só aprofunda a crise que nós,venezuelanos, estamos sofrendo. Vamos nos mobilizar onde for necessário para restituir a linha constitucional", acrescentou o opositor, ao ressaltar que a MUD não quer um golpe de Estado nem uma explosão social.

A reação da oposição venezuelana vem um dia após o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) ter decidido acatar a sentença de cinco tribunais regionais, nos quais governa o chavismo, que ordenaram a suspensão do processo do revogatório por uma suposta fraude cometida nos primeiros passos, cumpridos em maio.

O antichavismo estava preparando para completar durante os dias 26, 27 e 28 deste mês o último requisito antes da convocação da consulta, um passo para o qual necessitavam a manifestação de apoio de quatro milhões de eleitores.

Além da "tomada da Venezuela", os opositores enfatizaram o respaldo a um protesto de mulheres a favor do referendo que será feito neste sábado e que será liderado pela ex-deputada María Corina Machado e por Lilian Tintori, esposa do opositor preso Leopoldo López.

O presidente da Assembleia Nacional, o opositor Henry Ramos Allup, anunciou que no domingo será realizada uma sessão especial do parlamento, na qual será abordado um suposto abandono do cargo pelo presidente Nicolás Maduro e também se debaterá "sua eventual duplo nacionalidade", segundo disse.

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