Estados Unidos afirmam querer contar com Turquia na luta antijihadista

Istambul, 21 out (EFE).- Os Estados Unidos querem contar com a Turquia nas operações contra o Estado Islâmico (EI), apesar de estarem sendo elaborados os detalhes desta participação, declarou nesta sexta-feira o secretário de Defesa americano, Ashton Carter, durante uma visita oficial a Ancara.

"Queremos que a Turquia participe das operações que serão feitas contra o EI. Podemos ter algumas diferenças de opinião mas, nos princípios, estamos sempre de acordo, e um destes princípios é que sempre estamos contra o terrorismo", disse Carter depois de se reunir com seu colega, Fikri Isik.

"Como resultado podemos ter diferenças com relação aos métodos usados para conseguir o objetivo, mas ao sermos dois próximos aliados, podemos superá-las em qualquer assunto", acrescentou Carter, em declarações recolhidas pela agência turca "Anadolu".

O ponto mais polêmico nas relações turco-americanas é o papel das milícias curdas YPG na Síria: para Washington são seu mais firme aliado na luta contra o EI e, para Ancara, uma organização terrorista, por seus vínculos com a guerrilha curda da Turquia, o proscrito Partido de Trabalhadores de Curdistão (PKK).

No mesmo comparecimento perante a imprensa, Isik insistiu, de fato, que as YPG "devem se retirar ao leste do rio Eufrates, como tinham prometido", dado que "não se pode confiar na palavra das organizações terroristas e não se pode prever o que o PKK/YPG vai fazer".

Isik fazia assim referência a um acordo, que Washington não desmentiu, segundo o qual as milícias curdas receberam em agosto apoio americano para arrebatar do EI a estratégica cidade de Manbij, com a condição de se retirar depois a seu território ao leste do mencionado rio, coisa que não ocorreu.

O primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, que também se reuniu com Carter, disse hoje que a Turquia "continuará protegendo" suas fronteiras contra "qualquer organização terrorista, seja o EI, sejam as YPG", em referência aos bombardeios realizados ontem contra o enclave curdo de Afrin, no extremo noroeste da Síria.

Por outro lado, Isik garantiu que explicou a Carter a conveniência de acelerar um possível avanço para Al Raqqa, a "capital" do EI na Síria, embora não esclareceu se houve acordo neste aspecto.

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