Londres tacha de "cruel barbárie" o uso de armas químicas na Síria

Londres, 22 out (EFE).- O uso de armas químicas na Síria evidencia "a cruel barbárie" das forças de Bashar al Assad, segundo disse neste sábado o titular das Relações Exteriores britânico, Boris Johnson, ao pedir a esse regime e à Rússia que parem com o derramamento de sangue.

Em comunicado emitido pelo Foreign Office, o político tory se refere às conclusões de uma investigação independente elaborada por uma equipe da ONU e da Organização pela proibição de armas químicas, que encontrou "provas suficientes" para determinar que as forças sírias são responsáveis pelo ataques com armamento químico.

Johnson rotulou de "horrendo" o uso deste tipo de armamento na cidade síria de Aleppo ao considerá-lo uma violação da legislação internacional.

O relatório da investigação independente, divulgado nesta sexta-feira, concluiu que o regime de Assad "usou armas químicas contra os sírios pelo menos em três ocasiões, e que EI usou esse armamento em pelo menos uma ocasião", destacou o titular das Relações Exteriores.

Os ataques perpetrados em Qamenas, Sarming e Talamenes "demonstram a cruel barbárie do regime de Assad neste conflito", disse o ministro.

O documento acrescenta, além disso, que "o uso de armas químicas pelo EI demonstra seu completo desprezo pelos direitos humanos e pelas normas e valores internacionais"

"O uso de armas químicas é horrendo e uma violação da legislação internacional e das resoluções do Conselho de Segurança da ONU. É crucial levar aos responsáveis perante a justiça", enfatizou.

Segundo destacou também o político britânico, "o regime e seus simpatizantes, notavelmente Rússia, estão infligindio o pior bombardeio visto em Aleppo e outras cidades e áreas da Síria, ocasionando grave sofrimento humanitário".

Por sua parte, o Reino Unido continuará trabalhando com a comunidade internacional a fim de "perseguir o fim da campanha de bombardeios indiscriminados do regime, (conseguir) um acesso humanitário completo e sustentado e um cessar-fogo imediato e durável, e um retorno à mesa de negociações".

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