Milícias do oeste da Líbia empreendem nova ofensiva para recuperar Sirte

Trípoli, 22 out (EFE).- A aliança formada por milícias que ocupam o oeste da Líbia empreendeu neste sábado uma nova ofensiva para completar a reconquista da cidade de Sirte, dominada há cerca de seis meses por grupos jihadistas ligadas ao Estado Islâmico (EI).

A ação teve início durante a madrugada com um intenso bombardeio de artilharia sobre as casas que ficam à beira da praia. "Unidades de infantaria invadiram o interior do bairro de 600 e confrontaram com armas leves os terroristas do Daesh (acrônimo em árabe do EI)", explicou à Agência Efe o porta-voz da coalizão, Ibrahim Arfida.

"No ataque ficaram feridos dois de nossos homens, que foram transferidos ao hospital de campanha. Também foi possível tomar várias posições e importantes edifícios dos jihadistas", completou.

Em um deles edifícios, os milicianos encontraram e libertaram três turcos, dois indianos, um jordaniano e um bengalês, informaram fontes dos serviços secretos que participam da ofensiva.

As milícias líbias lideradas pela cidade de Misrata e reunidas em torno do chamado governo de unidade tinham realizado em maio uma ofensiva para libertar Sirte, controlada pela filial do Estado Islâmico no país desde fevereiro deste ano.

Cinco anos depois da queda de Muammar Kadafi, a guerra e a divisão política dominam a Líbia, país transformado em bastião dos grupos jihadistas do norte da África e em paraíso para as máfias que traficam imigrantes rumo à Europa pelo Mar Mediterrâneo.

Atualmente, a Líbia tem dois governos. Um em Tobruk, reconhecido pela comunidade internacional, e outro na capital, Trípoli, chamado de união nacional, apoiado pela ONU e pela União Europeia, mas que carece de legitimidade.

A confusão se agravou na semana passada depois que o antigo governo islamita de Trípoli, destituído há oito meses pelo Executivo de união nacional, voltasse à capital e reivindicasse o poder.

O conflito foi aproveitado por grupos jihadistas, especialmente a filial líbia do Estado Islâmico, que apenas em 18 meses avançou desde seu principal reduto, Berna, em direção a Benghazi, segunda maior cidade do país, e Sirte, no litoral.

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