Rússia diz que "bombardeio ocidental" deixou dezenas de mortos em funeral

Moscou, 22 out (EFE).- O Ministério da Defesa da Rússia denunciou neste sábado a morte de dezenas de civis em um bombardeio realizado pelo Ocidente contra um funeral perto da cidade de Kirkuk, fato que não hesitou em classificar de crime de guerra.

"Segundo testemunhas, uma marcha fúnebre foi confundida com um grupo de guerrilheiros. Dezenas de civis iraquianos, incluindo mulheres e crianças, morreram", disse o porta-voz militar russo, Igor Konashenko.

O general afirmou que o ataque ocorreu na sexta-feira na pequena aldeia de Dakuk, situada a 30 quilômetros de Kirkuk, onde não há presença de membros do grupo Estado Islâmico.

Konashenko disse que esse tipo de "ataque mortal" contra regiões povoadas apresenta "todos os traços de um crime de guerra" e representa uma "rotina diária" para a coalizão liderada pelos Estados Unidos.

"Com muita assiduidade, os bombardeios da coalizão atingem casamentos, funerais, hospitais, delegacias e comboios humanitários", acusou o general russo.

O Exército da Rússia afirmou que os jihadistas assumiram o controle ontem de vários bairros de Kirkuk, situada a 140 quilômetros de Mossul, e hoje continuavam a ofensiva contra a cidade, que tem cerca de 700 mil habitantes.

O Kremlin disse hoje que a operação militar do governo do Iraque contra o Estado Islâmico em Mossul está ligada à campanha eleitoral americana. No entanto, ressaltou que a Rússia cumprimentará o governo do primeiro-ministro Haider al Abadi.

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