Sentença de 20 anos de prisão contra Mohammed Mursi é confirmada no Egito

Cairo, 22 out (EFE).- O Tribunal egípcio de Cassação rejeitou neste sábado os recursos apresentados pela defesa do ex-presidente egípcio, Mohammed Mursi, e outros líderes da Irmandade Muçulmana, e confirmou a sentença a 20 anos de prisão pela repressão violenta de protestos ocorridos em dezembro de 2012.

A agência oficial egípcia de notícias, "Mena", informou que é a primeira sentença definitiva contra o ex-mandatário, que também foi condenado à morte e à prisão perpétua por outros casos relações com espionagem e a fuga de uma prisão.

O mesmo meio lembrou que as decisões judiciais do Tribunal de Cassação não são apeláveis.

Mursi e outras 12 líderes da Irmandade Muçulmana foram sentenciados a 20 anos de prisão pelo uso da força e da violência e retenção de pessoas, acompanhada de maus-tratos e tortura.

Os fatos ocorreram diante do palácio presidencial de Itihadiya em dezembro de 2012 e terminaram com a morte de vários manifestantes.

Além de Mursi, foram sentenciados à mesma pena vários dirigentes da Irmandade Muçulmana, entre eles Esam el Arian, vice-presidente do Partido Liberdade e Justiça (PLJ) -braço político da Irmandade-, e o membro de seu Executivo Mohammed Beltagui.

O ex-mandatário, dirigente da Irmandade Muçulmana e preso na prisão de Burg al Arab, no nordeste do Egito, negou sempre as acusações e destacou que continua sendo o "presidente legítimo" do Egito.

Desde a derrocada de Mursi, as autoridades perseguiram os simpatizantes, integrantes e líderes da Irmandade Muçulmana, foram declarados grupo terrorista em dezembro de 2013.

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