Antes de reunião da ONU, Cuba intensifica campanha contra embargo dos EUA

Havana, 23 out (EFE).- Cuba está intensificando uma campanha contra o embargo dos Estados Unidos com atos em bairros, empresas e a publicação de um artigo que ocupa neste domingo a manchete do jornal estatal "Juventud Rebelde", ações promovidas a poucos dias de uma reunião na ONU para obtenção do apoio internacional.

Segundo o jornal, o segundo em importância no país, o "bloqueio", como o embargo é chamado em Cuba, continua como a "guerra econômica mais longa na história". Além disso, o texto diz ser impossível calcular os danos impostos aos cubanos pela medida em 54 anos.

"Ninguém que viva em território cubano e queira ser feliz lá escapa de ser vítima, independentemente da idade, escolhendo a vida que escolher. É assim há mais de 50 anos, pela clara e profunda razão do desejo de ser um país com roteiro próprio", diz a nota.

De acordo com o artigo, o embargo pretende "aniquilar o exemplo humanista da Revolução" e para isso submeteu a ilha um "desgaste sistemático" ao tentar isolá-la negando benefícios materiais.

Como demonstração do apoio dos cubanos, o jornal cita um ato neste sábado em um bairro de Havana, no qual os moradores pediram o fim do bloqueio e rejeitaram o "caráter intervencionista do decreto presidencial recentemente divulgado pelo presidente Barack Obama".

Outros atos liderados por sindicatos e organizações estudantis, todas governistas, também foram organizados para apoiar o fim do embargo, em uma das campanhas mais intensas dos últimos anos.

As ações coincidiram com o endurecimento do discurso oficial de Cuba contra os Estados Unidos desde o início do processo de restabelecimento das relações diplomáticas, apesar de Obama ter declarado há poucos dias que a movimentação é irreversível e de ter aprovado novas medidas que relaxam as sanções econômicas.

O bloqueio continua sendo um dos maiores empecilhos na atual etapa de normalização vivida entre os dois países, que restabeleceram laços diplomáticos em junho de 2015, após mais de meio século de inimizade.

Na próxima quarta-feira, Cuba submeterá à votação na Assembleia-Geral da ONU um projeto a favor do fim do embargo. No ano passado, 191 países votaram a favor de Havana. Apenas EUA e Israel se posicionaram contra a resolução.

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