Hezbollah apoiará general cristão para presidência do Líbano

Beirute, 23 out (EFE).- O chefe do grupo xiita libanês Hezbollah, xeque Hassan Nasrallah, anunciou neste domingo que seu grupo parlamentar votará em 31 de outubro a favor da eleição do general Michel Aoun como presidente da República, posto vago desde 25 de maio de 2014 por desavenças entre as formações políticas.

"Queremos que a eleição presidencial ocorra", afirmou Nasrallah em discurso televisionado, no qual garantiu que os 12 deputados que integram seu bloco irão ao plenário para votar por Aoun.

Até agora, o Hezbollah, que lidera a coalizão pró-síria 8 de Março, tinha boicotado, junto a seus aliados, as 44 sessões realizadas para escolher o chefe de Estado.

Nasrallah explicou que o apoio do ex-primeiro-ministro libanês Saad Hariri el Michel Aoun "constitui um desenvolvimento positivo e abre de modo concreto a via à realização da eleição presidencial".

Além disso, afirmou que sua aliança com o presidente do parlamento, Nabih Berri, e o movimento que este lidera, Amal, é "extremamente forte", depois que Berri tenha expressado sua oposição à eleição de Aoun.

Por sua vez, Nasrallah afirmou que não se oporá se Hariri for nomeado primeiro-ministro de novo, já que o líder da coalizão anti-Síria 14 de Março teve que deixar em janeiro de 2011, quando os aliados do Hezbollah no governo renunciaram.

O líder xiita descartou que o Líbano possa retornar "à desordem ou à guerra civil", que viveu o país entre 1975 e 1990.

Segundo o sistema em vigor no Líbano, o presidente da República deve pertencer à comunidade cristã maronita (católica de Oriente), a chefia do governo à comunidade sunita e a do parlamento à comunidade xiita.

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