Acampamento de Calais vive 2º dia de retirada de migrantes

Calais (França), 25 out (EFE).- O acampamento de Calais, o maior da França, vive nesta terça-feira seu segundo dia de retirada dos migrantes, que começou com relativa calma e longas filas no centro de registro dos refugiados.

A pressa de alguns dos migrantes provocaram certa confusão nas primeiras horas, com alguns empurrões na fila de espera, mas a situação foi controlada por voluntários de associações humanitárias presentes.

As portas do centro abriram por volta das 8h locais (4h de Brasília) e, em apenas uma hora, partiu o primeiro ônibus rumo a um dos 450 centros de acolhimento distribuídos por todo o território francês.

Ontem, no primeiro dia de remoção, partiram 45 ônibus no total, que levaram quase 2.400 migrantes dos mais de 6 mil que vivem na 'Selva' de Calais, segundo os cálculos oficiais.

Hoje está prevista a retirada de um número similar de ônibus. Além disso, ontem houve uma redução do ritmo de chegada de migrantes no acampamento.

De acordo com associações humanitárias, há aproximadamente 2 mil migrantes que não querem deixar o acampamento, um número que o governo considera "infundado".

Agentes oficiais e de associações humanitárias vêm tentando convencer estas pessoas nos últimos dias para que deixem o acampamento de Calais e se dirijam a um dos centros de acolhimento propostos, onde poderão ser tratados melhor.

No entanto, muitos desses migrantes querem permanecer próximo dessa cidade, de onde saem os trens e balsas rumo ao Reino Unido, o destino que querem chegar.

As autoridades começarão hoje o desmantelamento de algumas das barracas e tendas do acampamento, mas não está previsto, por enquanto, o uso de escavadeiras.

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