Oposição convoca greve geral na Venezuela para sexta-feira

Caracas, 26 out (EFE).- A aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) convocou nesta quarta-feira uma greve geral de 12 horas para a próxima sexta-feira em todo o país, assim como uma manifestação em direção ao palácio presidencial no dia 3 de novembro, conforme anunciou o secretário-executivo da plataforma de oposição, Jesús Torrealba.

Ao término de um protesto em Caracas que reuniu milhares de pessoas como parte da chamada "Tomada da Venezuela", os dirigentes da MUD pediram uma passeata rumo ao Palácio de Miraflores para notificar a Nicolás Maduro as decisões adotadas pela Assembleia Nacional (parlamento) em relação ao cargo de presidente.

Torrealba explicou que a greve geral será feita "em protesto contra a violação ao direito ao voto", enquanto a Assembleia Nacional avança no "caminho parlamentar para aprovar a separação (de Nicolás Maduro) do cargo por abandono do mesmo".

A greve convocada pela MUD pede aos venezuelanos que mantenham as ruas vazias e o "país deserto". O presidente do parlamento, o opositor Henry Ramos Allup, disse que a mobilização será realizada de forma pacífica até a sede do governo para impedir "as forças repressivas do regime".

"No dia 3 de novembro, vamos notificar a Nicolás Maduro que foi declarado pelo povo venezuelano incurso em responsabilidade política em abandono de cargo", disse Ramos Allup.

O líder opositor Henrique Capriles expressou que a convocação a Miraflores será mantida enquanto o governo de Maduro não voltar "à ordem constitucional" e comentou que a marcha convocada para esta quarta-feira não irá ao palácio de governo porque a MUD quer dar a oportunidade aos demais venezuelanos que vivem nos diferentes estados do país e para conceder um prazo ao governo para que restitua a ordem constitucional.

"Digo aos que estão em Miraflores para que restituam a ordem constitucional, parem o golpe de Estado em nossa Venezuela e restituam os direitos fundamentais, ou no dia 3 de novembro todo o povo venezuelano virá para Caracas porque vamos a Miraflores", reiterou.

A oposição venezuelana convocou para esta quarta-feira a chamada "tomada da Venezuela" após o Poder Eleitoral ter suspendido o processo de referendo revogatório do presidente Nicolás Maduro.

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