Chanceler diz que Maduro não foi a Cartagena devido a diálogo com a oposição

Cartagena (Colômbia), 29 out (EFE).- A chanceler da Venezuela, Delcy Rodríguez, alegou neste sábado que a ausência do presidente de seu país, Nicolás Maduro, na XXV Cúpula Ibero-Americana, realizada em Cartagena de Indias, se deve ao diálogo que começa amanhã entre o governo e a oposição.

"Quero agradecer aos presentes em nome do presidente Maduro, que se desculpa porque, como os senhores sabem, amanhã se inicia na Venezuela um processo de diálogo com os setores da oposição", declarou Rodríguez, que o representou.

A chefe da diplomacia venezuelana afirmou que este diálogo é um mecanismo para "canalizar aquelas ações que pretendem pela via não constitucional e antidemocrática a derrocada do governo da Venezuela".

"Me desculpo (...) em nome do presidente Maduro e apresento também sua saudação e sua congratulação com a realização desta cúpula", disse.

Rodríguez iniciou seu discurso no plenário da cúpula destacando que, para seu país, o evento é um "espaço de grande relevância".

"Qualquer espaço que permita à República Bolivariana da Venezuela abrir espaços de informação sobre a verdade da Venezuela são, sem dúvida, relevantes. As verdades que nunca serão ditas pelas transnacionais da comunicação, que nunca serão ditas pelos poderes fáticos que governam ou pretendem governar o planeta sem nenhum tipo de legislação que os regule", ressaltou.

A chanceler os classificou como "os verdadeiros inimigos dos povos e dos governos eleitos popularmente" e se queixou que os veículos de imprensa "promovam a histeria coletiva internacional contra a Venezuela e seu modelo de inclusão política, econômica e social".

Em relação aos que criticam um "modelo fracassado" na Venezuela, Rodríguez usou estatísticas de seu governo, segundo as quais "mais de um terço" da população venezuelana "está em salas de aula", e que cerca de 2,7 milhões de jovens estão nas universidades.

"É a comparação dos modelos: o modelo neoliberal que governou nossos países nas décadas de 80 e 90 e o socialismo do século 21", afirmou.

Rodríguez elogiou a escolha do próximo secretário-geral da ONU, o português António Guterres, e pediu ajuda ao Haiti, castigado pela passagem do furacão Matthew, que deixou 573 mortos e 175.500 deslocados.

As delegações do governo de Nicolás Maduro e a Mesa da Unidade Democrática (MUD), de oposição, se reunirão amanhã para tentar buscar saídas para a profunda crise que o país atravessa.

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