Santos diz a líderes ibero-americanos que Colômbia mantém esperança de paz

Da EFE, em Bogotá

  • Jaime Saldarriaga/Reuters

    Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, fala durante abertura da Cúpula Iberoamericana em Cartagena

    Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, fala durante abertura da Cúpula Iberoamericana em Cartagena

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse neste sábado (29) que seu país mantém a esperança da paz, que deve ser "mais estável, mais ampla e mais profunda", no discurso de abertura da XXV Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado e de governo.

"Os senhores chegam (...) a um país que trabalha por um melhor futuro, que acredita na democracia e nas instituições republicanas, e que se prende à esperança da paz", disse Santos aos participantes do encontro.

O presidente colombiano afirmou que a cúpula é realizada "em um momento crucial" para seu país e que o acordo assinado com as Farc há um mês, no mesmo Centro de Convenções de Cartagena que agora sedia o evento, "é e continuará sendo a base de uma transformação sem precedentes", apesar de a população tê-lo rejeitado em referendo.

"Com ajustes, com esclarecimentos que serão feitos muito breve, vamos conseguir que um conflito de 52 anos, que deixou mais de 200 mil mortos e 8 milhões de vítimas e deslocados, chegue a seu fim", reiterou.

O líder destacou os contatos que teve com as forças políticas e setores sociais do país desde a derrota do 'sim' no referendo de 2 de outubro, como parte de "um grande diálogo nacional pela união e a reconciliação em torno da paz".

"Este diálogo foi construtivo e proveitoso. As centenas de propostas de ajuste e precisões foram cuidadosamente estudadas para incorporar o maior número possível e conseguir um novo acordo que nos una e nos permita colher os frutos da paz para todos os colombianos", explicou.

Santos acrescentou que estão hoje reunidos novamente em Bogotá o ex-presidente Álvaro Uribe, líder da campanha pelo 'não' no acordo com as Farc, e delegados de seu partido com os negociadores do governo.

"Fiz vir especificamente de Havana o chefe negociador, Humberto de la Calle, e o comissário de Paz, Sergio Jaramillo, para esta reunião, e lhes dei instruções de que não saíssem da mesa até que fossem avaliados todos os pontos", disse.

O presidente colombiano também lembrou os passos que seu governo deu em prol da juventude, o empreendimento e a educação, os três temas da cúpula.

Para Santos, o que se quer nesta cúpula de 22 países é "que os jovens da região ibero-americana - calcula-se que haja 160 milhões de pessoas entre 15 e 29 anos - tomem as rédeas de seu destino e se sintam acompanhados pelo Estado, por seus governos, em sua busca da realização e a felicidade".
 

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