Crianças iraquianas morrem de fome após permanecerem isoladas por combates

Erbil (Iraque), 31 out (EFE).- Pelo menos três crianças morreram nesta segunda-feira pela falta de alimentos após passarem vários dias isoladas com suas famílias em uma região ao norte da cidade de Mossul, no Iraque, aonde chegaram depois de fugirem dos combates entre as tropas iraquianas e os jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI).

O governador de Talkif, Basim Yaqub Belu, informou à Agência Efe que a morte das três crianças aconteceu no vale Al Ahmar, situado entre a comarca de Talkif e a região de Batnaya, ao norte de Mossul, que é a capital provincial de Ninawa.

Belu detalhou que as crianças pertencem às famílias que fugiram de Talkif nos últimos dias, que são mais de 1.350 civis e que se encontram isolados e expostos às intempéries nesse vale.

O dirigente local disse que a situação desses deslocados piora a cada dia, depois de uma semana bloqueados nessa paisagem, e acrescentou que algumas mulheres chegaram a dar à luz nessas circunstâncias precárias.

Além disso, Belu destacou que algumas organizações humanitárias conseguiram levar hoje alimentos básicos e remédios para esses deslocados.

Atualmente, as forças iraquianas lutam contra o EI para expulsar a organização radical da comarca de Talkif.

Por outro lado, um integrante do alto escalão do exército curdo "peshmerga", Gayaz al Suryi, disse à Efe que pelo menos 16 combatentes do EI, entre eles seis terroristas suicidas, morreram hoje em enfrentamentos com as tropas curdas na cidade de Bashiqa, a nordeste de Mossul.

Os confrontos explodiram quando os jihadistas atacaram os "peshmerga" no setor leste da cidade com suicidas portando explosivos e carros-bomba, em uma tentativa de romper o cerco que os soldados curdos impõem sobre Bashiqa há dias.

As forças curdas conseguiram fazer explodir de forma controlada quatro carros-bomba conduzidos por suicidas, enquanto outros dois jihadistas que portavam cinturões com explosivos foram abatidos antes de conseguirem detoná-los.

Suryi explicou que o assédio contra a cidade tem o objetivo de enfraquecer e desgastar os jihadistas.

As forças governamentais lançaram no último dia 17 uma ampla ofensiva para recuperar o controle da cidade de Mossul, o principal reduto do EI no Iraque.

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